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E a podridão não acaba

à(s) 03:49

terça-feira, 24 de março de 2009


O título é tudo que eu não quero escrever no blog. O assunto idem. Se fosse por apetites, hoje estaria a escrever sobre José Mourinho, e a sua distinção pela Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa. Contudo, o futebol português não deixa. E não é possível deixar passar toda esta situação em claro.


Infelizmente, e ao contrário do que a sua importância transpareceria, a Taça da Liga começou mal, e acabou pior. Com maus contributos dos três maiores clubes portugueses. É pena.
Mas, o que me aborrece e me indigna é a leviandade, o falso moralismo, o clima de suspeição, o 'incêndio' que, e não é de hoje, se tem criado à volta deste assunto. Desde televisões, passando por jornais, blogs, cafés. Desde os responsáveis, os ilustres, aos mais anónimos.

Já se ouviu, já se leu, chorrilho de disparates tal, que é difícil ficar impávido. Já vi defender-se e apoiar a atitude de Pedro Silva. Hoje, depois de serenar, o brasileiro veio apresentar as desculpas naturais. Como obviamente teria de ser. Depois a repetição de um jogo, por um erro de arbitragem aos 73 minutos. Defendido por pessoas com responsabilidade como uma medida possível e de enorme bom senso e justiça. Esquecendo-se o precedente grave que esta situação induziria.

Agora, a arbitragem. Lucílio Batista errou? Indiscutivelmente. Errou disciplinarmente ao longo de todo o jogo, errou gravemente no lance da grande penalidade. Em relação a este lance o que me parece incrível, é tratá-lo de forma diferente de todos os outros erros de arbitragem que se têm visto ao longo da época. Só não se confunda incompetência com intencionalidade. Muito menos falemos em roubos. Lucílio errou porque não é um bom árbitro. Lucílio provavelmente sentiu-se desesperado por após o apito e a conversa com o assistente, não ter a certeza da sua decisão. Porque sabia o que o esperava. Mas alguém tem dúvidas que há um sentimento repressivo e repercutório nos árbitros, que os condiciona, que agudiza ainda mais a sua falta de preparação, sentimento esse que é propiciado pelas pressões que os clubes exercem? Os mesmos que no dia seguinte aos jogos se indignam? Que pena que a hipocrisia não termine.

É para mim impensável que este episódio seja empolado da forma como o está a ser. Quando há clubes que habitualmente são muito mais gravemente e quiçá escandalosamente expoliados, e que devido à sua menor dimensão não consigam fazer valer a sua voz. O futebol português está cada vez mais transformado no futebol dos grandes, dos cosmopolitas, dos levianos, em jogos de interesses. Em relação aos grandes problemas que transtornam e ferem de morte este desporto, o silêncio dos que podem é quase total. Os problemas da arbitragem, esses sim. São escalpelizados até ao tutano, quase sempre pelos mesmos clubes, em jogos de pressões, ou por simples e inteligentes manobras de diversão. Mas são tratados pontualmente, conjecturalmente, ao sabor do vento, das marés e das conveniências. Porque as reformas que são precisas, não interessam fazer. Existem sempre forças ocultas que o impedem.

Agora, uma espécie de guerra SportingxBenfica. Com Taça da Liga, título nacional e Liga dos Campeões pelo meio. Colocando-se uma direcção competente, um trabalho importante e sério como o que tem sido levado a cabo pela equipa de Hermínio Loureiro, em causa. Tudo por um penalty. Que em teoria valeu uma final, mas não passa de um penalty a por em causa uma estabilidade, um crescimento, uma limpeza do nosso futebol. Um lance a fazer esquecer as defesas de Quim, o penalty de Cardozo, o crescimento de Pereirinha e Miguel Vítor, a regularidade de Tiago. A festa nas bancadas, a excelente organização da partida.

No meio, os parasitas. Os que aproveitam esta triste situação para captar leitores, para captar seguidores, para defender causas com imenso oportunismo à mistura. Os programas do costume, que passam horas a discutir o mesmo lance, com incursões fossilizadas a uma, duas, três, cinco, dez épocas atrás. E o futebol. Que vai perdendo credibilidade nas mãos destas pessoas. Que vai morrendo devagarinho enquanto nada muda. Que perde a sua essência, quando se discute o acessório, e se esquece (porque dá jeito), o essencial.
E nós, os adeptos que vêem o desporto-rei apaixonadamente e desinteressadamente, ficamos no centro de tudo isto. Alguns preocupados, questionam-se. Outros riem-se enquanto enchem os bolsos e enganam os adeptos. Incompetência, falta de seriedade e de carácter, falta de espírito de compromisso e de idoneidade. Vai assim o futebol em Portugal. E já não basta mudar as caras. É preciso mudar a nossa cultura desportiva. Que vai muito mal...

O epílogo da Taça da Liga

à(s) 02:36

segunda-feira, 23 de março de 2009


1 - Depois de dois confrontos entre os rivais lisboetas, o primeiro com clara vantagem para o Benfica, o segundo com clara vantagem para o Sporting, este seria o último tira teimas da época, entre estas duas equipas. Logo numa final, que os dois clubes atingiram com inteiro mérito.

2 - Contudo, a partida foi quase sempre equilibrada. Alguma superioridade do Benfica no final da 1a parte, e do Sporting, no início da 2a, não chegam para apontar uma equipa que no jogo jogado merecesse a vitória mais do que o adversário.

3 - Se o início do encontro deixava antever um jogo intenso, de certa forma bem jogado, e com emoção, tal não se veio a verificar. Os nervos, as quezílias, a falta de discernimento, tomaram conta dos jogadores. Algo de certa forma natural, até porque a consagração estaria à distância de 90 minutos.

4 - Paulo Bento fez o Sporting alinhar no sistema habitual, com os intérpretes ultimamente habituais. Pedro Silva à direita, Caneira à esquerda, Pereirinha no vértice interior direito do losango (Izmailov estava lesionado) e Rochemback à frente da defesa. Na frente, Liedson e Derlei, habituais pesadelos do Benfica.

5 - Por sua vez, o Benfica apresentou-se numa espécie de losango, com Ruben Amorim na esquerda e Reyes na direita (posições teoricamente alteradas devido ao pendor ofensivo dos laterais adversários, mais Pedro Silva, menos Caneira), e com Aimar nas costas de Nuno Gomes e Suazo. A primeira intenção seria encaixar no adversário.

6 - Principais destaques individuais para Rochemback (um jogo ideal para as suas características) e Moutinho (o equilíbrio de sempre, incursões ofensivas perigosas e um papel muito importante no meio-campo) no Sporting. No Benfica, Reyes (ao contrário das últimas partidas, soube conciliar a sua enorme qualidade técnica com espírito de sacrifício) e Miguel Vítor (ganhou quase sempre uma luta intensa com Derlei, e tem crescido como jogador a olhos vistos). Referência também para Quim, que embora tenha tido um ou dos erros ao longo dos 90 minutos, foi enorme nos penalties, que até nem foram assim tão mal marcados pelos jogadores do Sporting.

7 - A partida confirmou ainda que Polga continua longe do seu melhor nível, assim como Suazo, que por entre lesões, e exibições pouco conseguidas, vem demonstrando que em 2009 o Hondurenho tem sido um grande flop. O 4x4x2 losango agudiza ainda mais o facto de que é Cardozo quem deveria assumir a titularidade, ao lado de Nuno Gomes.

8 - É impossível passar ao lado da arbitragem de Lucílio Batista. Que não se esgota no lance do penalty. Sendo certo que por entre demasiadas sanções disciplinares perdoadas, o minuto 73 vai ficar na história da partida, como sendo aquele que directamente alterou o seu cariz. Erros graves, que mancharam o jogo.

9 - Se Lucílio Batista errou, Pedro Silva, mesmo tendo inicialmente a razão do seu lado, não ficou atrás. A sua primeira reacção de confrontação do árbitro não pode passar em branco, muito menos a atitude manifestamente desrespeitosa de desfazer-se da sua medalha.
Mais ainda, e mesmo compreendendo a revolta de todos os Sportinguistas, me parece excessivo e despropositado, continuar a utilizar a palavra 'roubo', principalmente da parte de alguns dos seus responsáveis. É natural e imperioso que se faça uma exposição à Liga, que o árbitro seja 'afastado' por alguns jogos, mas para bem do futebol, é importante que se continue a repudiar a premeditação que a palavra roubo tem associada.

10 - Por fim, é de lamentar que uma competição importante tenha tido um final destes. Contudo, ao contrário de alguns profetas da desgraça que certamente rejubilaram com este final, é importante que se continue a dar o valor que esta prova merece.
Por se tratar indiscutivelmente de uma competição importante pelos motivos que já anteriormente referi, pelo crescimento que revelou da primeira para a segunda edição. E que vai continuar, acredito.

11 - Uma última nota para as novas tecnologias. Com base nesta polémica, foi esta noite aproveitado, com imensa demagogia à mistura, o penalty mal assinalado por Lucílio Batista, para reforçar esta problemática. Já aqui deixei a minha opinião em relação a este assunto. E parece.me que, defender uma posição, com base num lance ultra polémico, com um tempo de paragem de jogo invulgar, tem o que se lhe diga.
Sejamos claros. Tempos de decisão como aquele não acontecem sempre, aliás, acontecem raramente. Portanto, definir os lances em que se recorreria ao vídeo, seria no mínimo polémico. Mas se os defensores das novas tecnologias acharem por bem, se acharem que se justifica, então que se invista neste equipamento para colocar no relvado. E para em casos como este, utilizar duas, três ou quatro vezes por época. Parar o jogo em cada lance duvidoso é que não.

As meias-finais

à(s) 01:18

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009


Por entre as conjecturas já sabidas, as meias-finais da Taça da Liga realizaram-se esta 4aF. É obrigatório no Futebol Total analisar os grandes clássicos, mas antes quero deixar umas curtas linhas para o Benfica x Vitória de Guimarães. O jogo onde Artur Soares Dias também cumpriu um minuto de silêncio em honra do pai.

A partida não foi excepcional. Antes pelo contrário, apesar de intensa, foi muitas das vezes mal jogado. O Benfica manteve-se na toada da época. Não se desequilibra muitas vezes, mas também não desequilibra o adversário. Continua a notar-se uma falta de evolução nos problemas, na qualidade exibicional da equipa, muito embora a equipa de Quique Flores continue a ganhar jogos. Relevo para o crescimento de Aimar, e para as boas exibições de Reyes e Cardozo. A propósito destes dois jogadores, duas notas. Quanto a Reyes, e comparando com Di Maria (que hoje voltou a demonstrar carências importantes), não dá para perceber a preferência última de Quique para com o argentino. O jogo no Dragão deve dar pistas para o resto da época. Em relação ao clássico, nota para a substituição de Cardozo por Di Maria (com Nuno Gomes e Mantorras no banco), quando o resultado ainda se cifrava em 0x0, o que pode ser um indicador de que Suazo poderá não estar em condições para alinhar no Domingo e o treinador do Benfica tem um plano de jogo alternativo.
O Vitória de Guimarães, é notoriamente uma equipa em crescendo, e Nuno Assis um dos principais expoentes dessa evolução. A equipa apresentou-se no habitual 4x2x3x1, e a espaços, conseguiu jogar bem no relvado da Luz. Nota para a forma metódica e progressiva com que Manuel Cajuda tem integrado os reforços de Inverno.

Em Alvalde o jogo e o resultado foram mais desequilibrados do que na Luz. Já aqui me expressei acerca das opções de Jesualdo Ferreira, mas não me parece que os adeptos e responsáveis do Porto tivessem gostado de ver a prestação da equipa que defendeu o clube numa competição oficial.
Depois de estas duas equipas nos terem proporcionado, na Taça de Portugal, o melhor clássico da época, o de hoje, para a Taça da Liga, não tenho dúvidas que terá sido o pior.
O Sporting, apesar do resultado, não me parece ter realizado uma grande exibição. Pelo menos até ao 3x1, altura em que a resistência do Porto terminou. A equipa apresentou-se no sistema habitual, contudo com Vukcevic (avançado no papel) a descair muitas vezes para o lado direito, alargando o jogo da equipa, juntamente com Izmailov no flanco contrário. A defesa esteve sempre algo instável (particularmente Grimi), e no meio-campo Romagnoli teve sempre algumas dificuldades para assumir o seu jogo, criando as habituais situações de superioridade numérica numa das faixas.
Pelo contrário, Adrien realizou uma excelente exibição mostrando estar ali, na ausência de Miguel Veloso, a melhor solução para a posição 6. O luso-francês foi ainda bem secundado por Pedro Silva, Izmailov e Vukcevic, que realizaram boas exibições. Além de Derlei, claro, que com dois excelentes golos foi uma das maiores figuras do jogo. Acima de tudo, o Sporting aproveitou o facto de ter mais rotinas que o adversário, para afirmar a sua superioridade.
Do Porto, não se esperaria uma grande exibição. Nem que esta equipa fosse propriamente jogar de igual para igual com o Sporting. Contudo, a sua prestação, ao contrário do que afirmaram os seus técnicos, foi fraca. O 4x3x3 habitual com Farias, Mariano e Tarik, deu em certos momentos do jogo lugar a um 4x4x2, sempre que Mariano recuava uns metros. Aliás, o argentino foi um dos melhores jogadores do Porto, confirmando a sua subida de forma. Ele e Tomàs Costa. O resto da equipa definitivamente não esteve bem, revelando sempre dificuldades para levar perigo ao último terço do terreno. Mariano Gonzalez soltou-se bastantes vezes das marcações do meio-campo adversário, mas viu-se não raras vezes sozinho.
Em processo defensivo a equipa revelou muitas lacunas. Na primeira parte Guarín revelou muitas dificuldades na marcação, o que levou o Sporting a aproximar-se bastante da área do Porto. Mas tranquilamente Madrid (boa primeira parte do argentino), e a linha defensiva conseguiram resolver a maioria das situações. Na segunda metade nunca o Porto conseguiu 'aguentar' o Sporting. E se Stepanov, Benitez e Pedro Emanuel não ficaram nada bem na fotografia, o penalty de Sapunaru é de bradar aos céus. Enfim, uma estratégia de risco, que não deu resultado.
No próximo Domingo, dependendo do resultado do clássico com o Benfica, vamos perceber o verdadeiro sucesso deste planeamento.

Em Março, na final da Taça da Liga, um duelo muito interessante. Que será o 8º clássico do Sporting na temporada. Números atípicos. Mas, indiscutivelmente, bons para o espectáculo.

Coisas difíceis de entender

à(s) 16:34

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Gira este texto à volta da Taça da Liga. E de uma quantidade de coisas que me custa a entender. A começar pela decisão do CJ, de rejeitar o recurso do Belenenses, avançando o Vitória de Guimarães para as meias-finais da prova.
Mais do que pela decisão (até porque ao que parece o departamento jurídico do Belenenses andou um pouco lado da questão), mas pelas declarações de um dos conselheiros, ao referir que mesmo 'que o recurso do Belenenses tivesse sido admitido, o CJ teria seguido o entendimento da Liga sobre esta matéria'. Ou seja, os conselheiros serviram-se do rigor, desvalorizando o processo de intenções, para rejeitar o recurso do clube do Restelo. Mas essa mesma premissa foi completamente invertida, quando afirmaram estarem de acordo com a posição da Liga que defende a sua posição, dizendo que a sua 'intenção' foi apurar o clube com melhor diferença de golos. Ora, todos sabemos, incluindo os senhores do CJ, que goal-average significa, significou e significará 'média de golos'. Uma incoerência grave, depois do erro grave cometida pela direcção da Liga, aquando da ratificação do regulamento da prova.
Importa também questionar, e esta é uma situação recorrente, se ao CJ não é possível reunir-se e decidir com mais celeridade. Por razões óbvias.

Mas, como já aqui referi, terá de haver sempre alguma compreensão para com a Liga, alguma margem de tolerância com esta prova. Porque é uma prova importante no panorama competitivo nacional. Além de proporcionar mais receita aos clubes (e não só aos grandes como muitos querem fazer crer), tapa um buraco competitivo criado após a redução da primeira e segunda liga para 16 clubes. Também por isso, é difícil para mim compreender o distanciamento do F.C.Porto, um dos maiores clubes nacionais, para com esta prova. Não ajudando portanto, à sua afirmação, e até mesmo, à sua evolução. Porque ninguém duvide que a prova vai evoluir, assim como evoluiu (e muito) do ano passado para este ano.
É certo que Jesualdo Ferreira teve razão quando afirmou, após o jogo com a Académica, ser incompreensível ter de esperar um dia para saber se seria apurado para a próxima fase. É certo que o Porto participou no jogo mais surreal da prova, na Madeira contra o Nacional, em condições absolutamente impraticáveis (embora não duvide que o adiamento do jogo não servisse a nenhuma das partes envolvidas). É certo que Jesualdo Ferreira é livre para fazer a gestão do plantel da forma que melhor entender. Mas, depois do jogo com a Académica (onde estava em jogo a passagem à próxima fase), em que utilizou grande parte dos habituais titulares, a convocatória para o jogo de Alvalde não é fácil de entender. Ainda por cima no Porto, um clube mais do que habituado a ter dois jogos por semana, sem decréscimo na qualidade das suas prestações. É certo que o Porto pode ganhar em Alvalade. Mas com estes jogadores fica mais difícil. Mau para o Porto e mau para a Taça da Liga.
E pior para o futebol, os adeptos, que depois do grande confronto entre Sporting e Porto para a Taça de Portugal, ansiavam por assistir a algo semelhante.

Curtas

à(s) 17:19

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Não tenho podido andar muito tempo por cá desde Domingo, mas entretanto não pouca coisa se tem passado no futebol português.
Principalmente em relação à Taça da Liga e ao Mundial 2018.

Em relação ao último, não tenho qualquer dúvida no que diz respeito às mais valias que pode trazer para o nosso país. Principalmente quando temos três estádios (Alvalade, Dragão e Luz) perfeitamente capacitados para a prova, e mais três opções (Braga, Coimbra e Algarve) muito interessantes, desde que haja reajustamentos, principalmente a nível de lotação. A Madeira, que já tem sido citada, poderia ser uma solução interessante, mas por questões logísticas, não me parece viável.
Depois, são absolutamente inquestionáveis, todos os benefícios que a organização conjunta de um Mundial pode trazer para o nosso país. Quer a nível futebolístico (onde as mais valias seriam imensas), quer a nível turístico, de infra-estruturas, de criação de postos de trabalho. A nível de um estreitamento importante das nossas relações com o país vizinho.
Especialmente quando o investimento, quando comparado com o realizado para o Euro2004 (reconhecidamente um sucesso) seria praticamente nulo.
Obviamente que já todos estamos preparados para os profetas da desgraça (os mesmos que apareceram antes de 2004, mas que depois o tempo faz calar). Mas esta é sem dúvida uma grande notícia para Portugal.
Em relação à posição do Governo, naturalmente que dizer-se que o Mundial 2018 não está no topo das prioridades é acertado, além de dar alguma popularidade entre grande parte da opinião pública. O que convém não esquecer é que o evento apenas acontecerá dentro de 9 anos e meio (onde se espera uma melhor situação económica-financeira), como já referi, sem investimentos de grande monta, e portanto, resta declarar um apoio total, tão importante para o sucesso da candidatura.

Quanto à Taça da Liga, em relação ao modelo da prova, e ao seu enquadramento e apreciação crítica, por concordar a 100%, direcciono-vos para aqui. E para aqui.
Acrescento uma crítica em relação ao distanciamento do F.C.Porto para com esta competição, o que não me parece ser de nenhum modo, benéfico para o sucesso da mesma. A este propósito, também me resta lamentar as posições recentemente tomadas por Rui Moreira, homem que me habituei a admirar, mas que ultimamente parece 'em baixo de forma'.
Em relação às audiências televisivas, um dos principais geradores de receitas, encontram tudo muito bem explicado aqui. Para que não fiquem dúvidas.

No que diz respeito à polemização das meias-finais, é certo que em relação ao mérito desportivo, não haverá dúvidas que seria o Vitória de Guimarães quem deveria marcar presença na próxima fase da prova. Como não também não deve haver dúvidas que o muito badalado goal-average já não é utilizado em futebol, porque não ajuda nada a melhorá-lo. Como também ninguém terá dúvidas que a intenção de quem fez os regulamentos, seria benefeciar aqueles que tivessem melhor diferença de golos.
Mas a verdade é que (chamem-lhe imprecisão, erro, incompetência, ou o que quiserem) o termo 'goal-average' se encontra mencionado no regulamento da prova. E portanto, honestamente, a única posição que deveria ser tomada pela Liga, era a de permitir a passagem do Belenenses em detrimento do Vitória. Mesmo que não fosse (como não era) essa a intenção.
Antes de cavarem ainda mais o seu próprio buraco, os dirigentes da Liga deveriam rever a posição. Mesmo que o Vitória de Guimarães seja desportivamente prejudicado.

Até porque, terá que haver sempre uma margem de tolerância para estas competições recentes. E esta direcção da Liga, ao dar mostras da evolução da sua Taça, da época 0 para a época 1, já provou que tem competência para a fazer melhorar ainda mais. Portanto, revejam lá o erro e dêm a mão à palmatória. A gente compreende.

Termino, com uma referência para os dois blogs (embora haja uma mão cheia deles a tentar puxar mérito para si) que verdadeiramente despoletaram esta situação, a bem da verdade desportiva: Blog do Boronha e Blog da Briosa.