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AC Milan - renovar é preciso

à(s) 02:40

sexta-feira, 17 de abril de 2009


O Milan é, aos olhos de muitos, o maior clube do mundo. É certo que esta afirmação pode ser polémica, especialmente quando pensamos em clubes como Liverpool e Real Madrid, ou mais recentemente em Manchester United ou Barcelona, mas o facto é que esta grandíssima 'societá' tem uma história riquíssima que os últimos anos não têm prestigiado.
Sendo certo que venceu a Liga dos Campeões há duas épocas atrás, os dois anos seguintes foram pobres a nível de competições europeias: duas vezes nos oitavos de final, na Champions e na UEFA. Pouco para um clube habituado a ser considerado um candidato palpável a vencer tudo. No Calcio o panorama é ainda mais negro - a última vitória data de 2003-2004, pouco antes do escândalo do 'Calciocaos' do qual o clube, mesmo escapando à despromoção, nunca se conseguiu recompor.

Se imaginássemos um gráfico sobre a performance do Milan nos últimos anos o seu traçado concerteza seria uma curva descendente, no sentido inverso à média de idades do seu plantel. Os 'rossonneri' têm adoptado nos últimos anos uma filosofia inerente à criação do 'MilanLab', mas esses frutos, neste elenco actual, parecem ter terminado. É necessário o surgimento de um novo ciclo, que funcione como alavanca para o regresso ao sucesso. Fazendo jus ao facto de ser o segundo maior clube italiano no que diz respeito à conquista de 'Scudettos' e Europeu no que diz respeito à prova rainha do futebol, a Liga dos Campeões. E honrando o históricos recente de jogadores como Van Basten, Gullit ou Rijkaard, Baresi, Costacurta ou Maldini.

Olhando aos rostos actuais do Milan, é pertinente perguntar se não terá já terminado o ciclo de Carlo Ancelotti, chegado ao comando da equipa em 2001. O italiano teve muito boas performances europeias, mas a nível interno tem de certa forma falhado, visto que conquistou apenas um campeonato em 8 anos à frente da equipa. Denota alguma falta de rasgo no banco e mesmo o modelo e sistema que aplica, parecem já estar de certa forma estanques e demasiado compartimentados, num 4x3x2x1 demasiado rígido. Para esse factor obviamente contribui o progressivo desgaste sofrido por alguns dos seus jogadores, especialmente no sector defensivo.

Na baliza, a renovação é premente. Dida, Kalac e Abiatti têm todos idade superior a 30 anos, e não apresentam índices qualitativos que façam jus ao clube. A defesa apresenta nomes como Zambrotta, Kaladze, Jankulovski ou Nesta (que passou praticamente toda a época lesionado) capazes de dar dimensão à equipa, mas homens como o grandíssimo Maldini ou Favalli estão a caminho da retirada. Bonera e Senderos por sua vez têm falta de estofo para este nível. À excelente contratação de Thiago Silva, devem somar-se mais uma ou duas de boa qualidade.
O meio-campo é bem constituído. Os mais defensivos Gattuso, Ambrosini ou Flamini, os centro campistas Pirlo e Beckham, ou os mais ofensivos Seedorf, Ronaldinho ou Kaká. Emerson está já um degrau abaixo do exigível, e os uruguaios Cardacio e Viudez são estrelas emergentes, com muito talento nos pés. Apesar de tudo, falta imaginação e criatividade para desequilibrar na ala, e atletas com estas características serão fundamentais.
No ataque, um jogador como Gilardino (transferido para a Fiorentina) encaixava bem para acompanhar Pato e Borriello, porque o matador Inzaghi caminha também ele para a retirada e Schevchenko nunca mais encontrou o seu futebol desde a passagem por Londres.

Marzoratti, Darmian, Antonini, Paloschi, Aubameyang ou Gourcuff (principalmente este) são rostos do futuro do clube, mas é indesmentível que o Milan será um dos protagonistas do próximo defeso. Ou não fosse um dos clubes mais ricos do mundo, e não estivessem os seus tiffosi (incluindo Berlusconi) sedentos de recuperar a glória e o domínio. Até porque na mesma cidade mora José Mourinho que vai tornar a tarefa é tudo menos fácil. A dúvida é só uma: num dos Calcios previsivelmente mais apaixonantes de sempre, 2009/2010 será para o Milan o 'ano zero' ou já o 'ano um'? Restam poucos meses para sabermos a resposta, mas o grande futebol estará de regresso a San Siro ao mesmo tempo que o rubro-negro vai voltar a estar na moda.


Maldini, no Domingo não devia ter sido assim!

à(s) 04:42

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009


Inter x Milan. Aos 42 minutos de jogo, quando após um livre longo a meio-campo cobrado por Muntari, Maldini vigiava Adriano, não podia adivinhar que Pirlo e Kaladze iam falhar. O georgiano porque permitiu a Ibrahimovic saltar mais alto e endossar a bola para o interior da área. Pirlo porque não é o trabalhador incansável que é Ambrosini (que no início da partida tinha tirado um golo certo a Stankovic) e deixou o sérvio à vontade para fazer o 2x0.
Aí, o grandíssimo jogador italiano deve ter olhado para o banco, e vendo que defrontava uma equipa de Mourinho, constatou que já não ia a tempo da vitória, tão importante para o Milan reentrar na luta pelo título.

E o Milan não lutar pelo título até ao fim, na última época do monstro Maldini, é quase um sacrilégio. Paolo, nascido em 1968, passou 25 anos no Milan, clube da sua vida. Onde chegará a Maio com mais de mil jogos de vermelho e preto vestido. O grande capitão, um dos maiores símbolos da história de um dos principais clubes do mundo.
Constatar, impotentes, o final de carreira destes exemplos, devia a nós adeptos, deixar um misto de saudosismo e preocupação. Primeiro porque são já raros os Maldinis no futebol, e depois, porque o desporto-rei, na pele dos protagonistas, é cada vez mais um negócio e menos uma paixão. A mística vai deixando de existir, a identificação dos torcedores com os jogadores, onde ano após ano, apontando de olhos fechados para um lado do campo, se sabia quem seria o jogador que envergava a camisola do seu clube, também desaparece.

Vão sobrando as memórias. E de Maldini só podem ser positivas. O italiano é uma das vítimas das 'Bolas de Ouro'. Injustificadamente, nunca viu o seu nome ser distinguido a esse nível. Mas sempre falou desse facto de forma distinta e despreocupada. Um senhor dentro do campo e fora dele, reconhecidamente um exemplo de fair play.
O capitan eleganza, como os tiffosi apreciam chamar-lhe, foi um grande defesa lateral esquerdo. Rápido, com a boa escola defensiva italiana, pé esquerdo muito técnico, os seus bons cruzamentos eram sucessivos alimentadores dos avançados. Época após época, um destaque natural entre os melhores laterais do mundo.
Os anos foram passando também para o italiano, o futebol exigia cada vez mais dos laterais um vaivém no corredor, e Maldini foi aprimorando cada vez mais o saber táctico. Resultado? Passou a jogar mais frequentemente como central. E conseguiu figurar também neste posto específico como um dos melhores do mundo. Fantástico!
A verdade é que olhamos para o seu futebol, para todos os aspectos do seu jogo, e facilmente constatamos que se se proporcionasse, poderia também ter sido médio. O que nos dá ideia de quão completo é.

7 vezes campeão italiano, 1 Taça de Itália, 5 supercopas italianas, 5 vezes campeão europeu, 5 Supertaças europeias, 3 vezes campeão do mundo de clubes, 1 vez campeão do Mundo de clubes.
Olhamos para este palmarés fantástico e para a época actual, e constatamos que ver Maldini em Maio a despedir-se com a Taça UEFA (troféu que lhe falta) nas mãos seria uma justa homenagem a si e ao futebol. Perdoem-me os nacionalistas, mas para mim, Paolo e a sua carreira ultrapassam essas questões. Seria mais do que tudo, um obrigado! A camisola 3 no Milan? Essa nunca mais ninguém a veste.

Jogos memoráveis

à(s) 18:00

sexta-feira, 14 de novembro de 2008



Um dos grandes jogos do século XXI! No eterno clássico de Milão, o Inter venceu em San Siro por 4x3, mas o Milan deu luta até ao fim.
Nota para os golaços de Stankovic e Ibrahimovic, e para o ambiente infernal nas bancadas. O Milan deu luta até ao fim, mas a vitória sorriu aos pupilos de Mancini.




Paralelamente, temos a reacção aos golos dos apaixonados comentadores do jogo. Para registar.

O Braga em San Siro

à(s) 00:30

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Na semana passada assistimos a uma fantástica exibição de uma equipa portuguesa em San Siro, um dos estádios mais imponentes de todo o Mundo.

O Sporting de Braga, uma das equipas que em Portugal luta pelo estatuto de "quarto grande", realizou uma personalizada exibição no campo do gigante Milan, na altura o primeiro classificado da Liga Italiana. É certo que é o resultado fica para a história, mas todas as equipas consideradas inferiores deviam ver aquele jogo. O Braga entrou em campo de uma forma absolutamente descomplexada, tranquila e confiante. Uma lição para as exibições, quer do Sporting em Barcelona, quer do Porto em Londres.

Este jogo, pode desmistificar o complexo de inferioridade que muitas das vezes as equipas portuguesas ostentam quando se deslocam a terrenos de equipas mais fortes. Desde que haja um trabalho táctico, técnico e mental bem efectuado...Até porque em termos de conhecimento futebolístico, os treinadores portugueses tem uma cultura muito vanguardista.

Jorge Jesus é disso um exemplo. Está a construir um Braga ganhador, assente em bases muito sólidas. O golo de Ronaldinho no último minuto foi um precalço que Renteria antes podia ter evitado, por mais do que uma vez. A propósito do colombiano, é certo que os avançados vivem de golos, e ele sabe-os falhar como ninguém. Mas num esquema táctico de dois avançados, é um jogador imprescindível. Pelo perigo que constrói, pelos espaços que cria, pelos desequilíbrios que causa. Mesmo que tenha tendência para enervar os adeptos. Mas Jorge Jesus sabe o jogador que tem.