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A Selecção Nacional e Cristiano Ronaldo

à(s) 03:13

terça-feira, 31 de março de 2009


Actualmente em Portugal discutem-se as razões para os maus resultados da Selecção Nacional. Razões essas que certamente não estarão isoladas, muito menos limitadas a uma menor performance dos jogadores ou do treinador.
O facto é que são eles os rostos mais visíveis, aqueles que directamente podem alterar o estado de coisas. A verdade é que o edifício federativo não é bem solidificado, não há uma visão de futuro, e muito menos um fenómeno de identidade nacional e de políticas definidas existe. O problema, penso eu, extravasa ainda o âmbito mais estrito da federação, e vai ainda de encontro aos clubes, à sua política de recrutamento, e ao seu futebol jovem. No sentido figurado, há demasiados interesses para que todos possam remar para o mesmo lado.

É certo que Scolari conseguia disfarçar bem este estado de coisas, com os óptimos resultados alcançados. A verdade é que nem o brasileiro preparou convenientemente os anos vindouros (desconheço as competências que lhe foram atribuídas), nem os dirigentes federativos, assentes numa base de sucesso, foram capazes de lançar as sementes para um futuro próspero. Hoje em dia é mais difícil. Queirós é reconhecidamente um homem mais bem preparado que o seu antecessor (e provavelmente o homem indicado) para levar a cabo esta reforma. Contudo, a conjectura actual não lhe permite desenvolver este trabalho a 100%. E o professor, através de algumas opções duvidosas, também não a tem conseguido reverter. Perante isto, Portugal encontra-se numa espécie de encruzilhada.
Uma questão importa deixar: existe ou não tempo e condições suficientes para que se possa preparar e proceder às reformas necessárias, sem comprometer a qualificação para o Mundial? Actualmente é muito difícil. Mas parece-me que ainda vamos a tempo. Há qualidade e competência para isso. Importa ter uma noção presente: preparar o futuro, não é sinónimo de comprometer o presente. Especialmente quando na actualidade existem condições mais do que suficientes para o sucesso.

E o sucesso passa pela união dos esforços de todos. Obviamente que nisto tudo há um nome que salta à vista: o de Cristiano Ronaldo. O melhor do mundo como suporte da nossa bandeira, com o peso do país sobre os ombros e o destino da selecção no pé direito, em cada 'rocket' ou na cabeça, depois de um cruzamento.
Aqui há os dois lados da moeda. Não tenho grandes dúvidas que Cristiano não reúne actualmente as melhores condições para ser o capitão de equipa. Primeiro porque não terá as características e a maturidade suficiente para o bom desempenho do cargo, e as suas declarações antes do jogo com a Suécia são disso prova. Depois porque a grande visibilidade e reconhecimento internacional, não é motivo isolado para ostentar a braçadeira. Messi não é capitão da Argentina, Kaká, Ronaldinho ou Robinho não capitaneiam o Brasil, Torres ou Fabregas idem na Espanha, Henry ou Ribery na França, entre muitos outros exemplos. Por fim porque a pressão dos adeptos portugueses sobre CR7 já está longe ser pequena e aumenta sendo ele o capitão de equipa.
Do outro lado, o jogador. Parece-me absolutamente injustificada a exigência, em regime de cobrança, colocada pelos portugueses sobre Ronaldo. Infelizmente é assim. Recordo-me perfeitamente do mesmo se passar com Figo. Hoje muitos comparam os dois, dizendo que Cristiano teria muito a aprender, a todos os níveis, com o jogador do Inter. Em Portugal antes de se idolatrar ou reconhecer, exige-se! Anos depois, nascem ídolos de barro, para contrapor às estrelas actuais.
Obviamente que não se pode exigir a mesma performance no clube de origem e na Selecção. Pela falta de mecanismos e de rotinas. Pela diferença infinita de tempo de treino. Pela falta de identificação com os jogadores, exponenciada por uma maior rotatividade nas convocatórias.

Particularizando em Ronaldo, acrescentaria a excessiva pressão de que é alvo, e a inexistência na Selecção do jogador que permite ao nosso nº 7, o avolumar de golos (essencialmente na época passada): Wayne Rooney. Obviamente que juntamente com toda a dinâmica da equipa do Man Utd. Mas é o inglês, a sua disciplina táctica, a capacidade de percorrer vários metros de terreno, o entendimento que tem com o português que permite o seu constante surgimento em condições de finalizar. Rooney parte da sua posição natural de avançado, mas sai muitas vezes desse habitat, em permuta com um Ronaldo vindo de trás em movimentos verticais, ou de um flanco em diagonais. Este é o Ronaldo dos golos, que os adeptos pretendem ver com as cores de Portugal.
Embora 63 internacionalizações e 22 golos não me pareçam de todo um mau score para um extremo. Embora pelo que anteriormente afirmei, e insistindo no que venho dito, mais do que um finalizador, vejo um pivot que poderia exponenciar esta forma de jogar do melhor do mundo, e ao mesmo tempo de toda a equipa: Nuno Gomes. No resto, Cristiano continua a ser importante. Pelos desequilíbrios em velocidade, pelo forte jogo aéreo, pela atenção que desperta no adversário, deixando muitas vezes livre o colega mais próximo. É isto que importa compreender.

A consagração merecida

à(s) 20:07

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Passagem de testemunho

Já aqui tive oportunidade de me pronunciar sobre o que penso em relação às razões pelas quais Cristiano Ronaldo merece indiscutivelmente o galardão de Fifa World Player 2008.

Mesmo que em Portugal ainda haja muito boa gente a escrever, ou a afirmar que o prémio não deveria ser de Cristiano. Principalmente por razões que têm a ver com uma pretensa humildade que lhe dizem faltar.
Mesmo acreditando que quem pensa tais coisas conheça CR7 muito bem, e tenha portanto razão, ainda assim pergunto o que é que a humildade (que não confundamos as coisas, é um atributo de personalidade muito importante) terá a ver com a capacidade futebolística de um jogador. Assim sendo, deveria propor-se à FIFA a atribuição de mais um prémio: aquele que distinga o jogador mais humilde, ou mais afável de 2008.
Se, pelo contrário, quem afirma faltar humildade a Ronaldo tira conclusões com base em algumas atitudes durante os jogos (e consequente carga emocional envolvente) e nem sequer está atento às inúmeras entrevistas dadas pelo português (aconselho a propósito os Incríveis do excelente Daniel Oliveira), então resta-me concordar com alguém, que recentemente afirmou que grande parte dos portugueses, tem muitas dificuldades em reconhecer valor aos seus compatriotas.

Deixando agora estas questões de lado, resumidamente, Ronaldo merece o prémio por aquilo que fez durante toda a época passada. 42 golos em jogos oficiais, vencedor e melhor marcador da Premier League (recentemente considerada a melhor Liga do Mundo), vencedor e melhor marcador da Liga dos Campeões, pulverização de inúmeros títulos individuais. É certo que fez um Europeu abaixo das expectativas, mas convém não esquecer que fez a prova debilitado fisicamente. E convém também não esquecer que foi um dos principais responsáveis pelo apuramento de Portugal para a prova, cotando-se como um dos melhores marcadores da fase de qualificação.

A segunda metade de 2008 é diferente. Até agora tem sido indiscutivelmente de Messi. Provavelmente se a votação fosse hoje, Ronaldo teria mais dificuldades em conquistar o prémio. Mas a votação terminou em Agosto. E mesmo a grande vantagem que Messi tem demonstrado nesta época sobre os demais, não lhe garantem o próximo prémio, até porque as principais decisões são a partir de Abril. No entanto, é indiscutível que o argentino, pela incrível qualidade que tem demonstrado, está já um passo à frente da concorrência.

Em relação aos nomeados, tenho alguma dificuldade em perceber a presença de Kaká no lote. Principalmente porque há dois grandíssimos jogadores, Gerrard e Ibrahimovic, que viram os seus nomes fora desta corrida. E que se arriscam a passar ao lado de uma distinção, que pelo seu nível de jogo, seria mais do que merecida. Um pouco à imagem, num passado recente, de Maldini, Raúl ou Del Piero. O futebol por vezes é injusto. Mas 2008/2009 ainda está a meio e daqui a um ano cá estaremos. Entretanto, 'show must go on'.

Quanto a Cristiano Ronaldo, o nosso orgulho, mais uma vez: Obrigado e Parabéns!

Obrigado.

à(s) 14:26

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


Não me vou alongar sobre a justiça deste prémio porque já o fiz aqui por mais do que uma ocasião. Cristiano Ronaldo tornou-se hoje, depois de Eusébio e Figo, no terceiro português a receber o prestigiado galardão da France Football, e penso que de forma absolutamente inquestionável.
É verdade que a sua postura principalmente quando representa a Selecção (à qual já deu muito e pode dar muito mais) lhe tem granjeado alguns anticorpos em Portugal, mas não existe margem para dúvidas que o jogador do Manchester United é um motivo enorme de orgulho para todos os portugueses!
Para a consagração total falta um prémio que será mais difícil de obter, o da FIFA. No entanto, e apesar de tudo, penso que Ronaldo voltará em Janeiro a levar o nome de Portugal aos píncaros do futebol.

Só resta dizer: parabéns e obrigado!

A corrida à Bola de Ouro

à(s) 01:36

terça-feira, 11 de novembro de 2008


A corrida à Bola de Ouro está a terminar. Embora a escolha pareça mais do que òbvia, vários nomes têm surgido, impulsionados pelos mais diversos lobbies, que por sua vez são patrocinados por diversos quadrantes. Desde Arshavin, passando pelos espanhóis Xavi e Casillas, e até mesmo por Kaká. Imunes a este corropio de nomes, mantêm-se os dois principais favoritos: Messi e Ronaldo.

Desde logo admito que Messi possa ter algumas esperanças na conquista do galardão. Apesar da não mais do que razoável época do Barcelona, Messi teve acções individuais espantosas que só vieram confirmar as suas extraordinárias potencialidades. Potencialidades essas que juntamente com Cristiano Ronaldo e Ronaldinho (para mim o melhor), fazem dele em talento inato, um dos três melhores do mundo. Além disso, levou a selecção Argentina à conquista do Ouro Olímpico, motivos que lhe devem valer o segundo lugar.

Por seu lado, Arshavin fez aquela que foi considerada a melhor exibição individual do Europeu (frente à Holanda), mas na competição de selecções não foi além de mais uma boa exibição (frente à Suécia). É certo que realizou óptimas campanhas no campeonato russo e na Taça UEFA (venceu ambas as competições), mas o facto de serem competições "secundárias" não lhe dará a força necessária. Mesmo impulsionado pelo poderoso lobbie russo.

Suportados também por um lobbie muito forte, aparecem os espanhóis Xavi e Casillas. Torres chegou também a ser falado mas este ano ainda não será o seu. Xavi, considerado o melhor jogador do campeonato da Europa, que venceu ao serviço da Espanha, tem o revés de jogar no mesmo clube de Messi (para além da sua prestação a nível de clubes não ter sido por aí além). Aliás, as intervenções de Joan Laporta têm sido mais a favor do argentino do que do espanhol. Casillas, igualmente campeão europeu de selecções tem uma base de apoio mais unânime: a sua "candidatura" ao ceptro é suportada incondicionalmente pelo seu clube, o principal jornal espanhol ("Marca") tem feito uma campanha gigantesca a seu favor, e mesmo para os lados da federação Espanhola parece haver mais inclinação para o guarda redes do Real Madrid. Contra si tem dois factores importantes: a trajectória curta do seu clube na última Liga dos Campeões e o facto de o prémio apenas por uma vez ter sido atribuído a um guarda-redes: Lev Yashin, há mais de 40 anos. Isto não obstante ser em minha opinião, o melhor guarda-redes do Mundo na actualidade.

Kaká foi um nome recentemente lançado pela imprensa brasileira. Penso que aqui não há dúvidas de que a sua presença neste lote se deve exclusivamente ao facto de ter sido o vencedor na época passada (com inteira justiça). Na última época, Kaká esteve muitos furos abaixo da performance que o levou à conquista da Bola de Ouro. Na Liga dos Campeões teve uma prestação não mais do que razoável, fez parte de uma das piores épocas de sempre do Milan. Penso, falando em jogadores que actuam no campeonato italiano, que Ibrahimovic merecia muito mais destaque. Talvez para a próxima época, Mourinho lhe dê uma mãozinha...

Depois há Cristiano Ronaldo. Mais de 40 golos, melhor marcador no campeonato Inglês um dos melhores do Mundo. Título de campeão e aclamação unânime como melhor jogador da Liga. Campeão europeu de clubes pelo Manchester Utd, sagrando-se o melhor marcador da competição e sendo considerado o melhor jogador. Obviamente que o Europeu ficou abaixo das expectivas em virtude da lesão, mas ainda assim foi um dos melhores marcadores na fase de apuramento. Depois, não ficou a dever nada a Messi em termos de espectacularidade nas exibições, muito menos na intensidade que coloca em campo. Além disso no Manchester Utd era Ronaldo e mais dez, e a diferença para os adversários na maior parte dos jogos chegou a parecer irreal. Por fim, em termos de dedicação ao futebol, fairplay e disciplina também não me parece que fique em nada a dever aos restantes.

Gilberto Madail, faz o seu papel, afirmando que já tem movimentado algumas influências, na medida do possível. Isto porque treinadores e capitães das equipas nacionais são quem dá a última palavra. Mas, e nacionalismos à parte, será de alguma forma vergonhoso para a história do futebol se o português não vencer este prémio, remetendo esta conquista para jogos de interesses e não para mérito individual. Mesmo que neste início de época não tenha, pelas razões que se conhecem, atingido os níveis da época passada. Penso até, que a discussão esta época, devia centrar-se apenas em quem ocupa os segundo e terceiro lugares.

Quanto aos finalistas, aposto em Cristiano Ronaldo, Messi e Casillas por esta ordem. No caso de Messi voltar a ser segundo, só uma superioridade insuspeita de outro jogador na próxima época (à imagem de Cristiano Ronaldo na época passada), lhe retirará o galardão máximo referente a 2008/2009.

Por fim fazer referência a três jogadores, que quanto a mim muito injustamente, nunca venceram o galardão: Raúl, Del Piero e Maldini. Gerrard e Ibrahimovic podem ser os próximos a fazer parte desta lista.