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Um jogador intemporal

à(s) 01:20

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009


Depois de ontem em Londres, Brasil e Itália terem animado a semana futebolística, esta noite, algures no Sul de França, uma sociedade de estrelas pisou a relva.

Tanto que podia escrever sobre o França 0 x Argentina 2, ou sobre o conservadorismo de Domenech ao não abandonar o duplo pivot (que prende muito a equipa), recuando Gourcouff para a posição em que rende melhor (ligeiramente à frente do médio mais recuado) e colocando Nasri ou Malouda em detrimento de Toulalan. Podia escrever sobre a sua preferência por Anelka em detrimento de Benzema ou por Abidal em detrimento de Evra. Ou mesmo de Mandanda por Lloris.
Podia escrever sobre o que parece ser o abandono definitivo por parte de Maradona, de um 3x5x2 já com raízes na selecção argentina, e da sua dúvida entre o 4x4x2 e o 4x3x3, entre Jonas Gutierrez (ou Maxi Rodriguez) e Carlitos Tevez. Podia falar de Lucho, Lisandro ou Di Maria, ou ainda da presença do lateral Marcos Angeleri (suposto alvo de Porto e Benfica), entre os 4 seleccionados que não jogam na Europa. Ou ainda da ausência de Riquelme. Podia falar de Ribery, Messi, Henry ou Aguero

Mas ao ouvir o 'El Himno Nacional Argentino', vendo a expressão de Javier Zanetti, decidi que hoje era ele o principal protagonista destas linhas.
José Mourinho e Diego Armando Maradona. Futebolisticamente podem ter muita coisa em comum, mas nenhuma delas será como a sorte de ter este jogador nas equipas que orientam. Mais de 13 anos de Inter. Mais de 13 de Selecção. 600 jogos pelo clube de Milão, 119 internacionalizações pela Argentina. Ou seja, um monstro do futebol actual, e apesar de tudo, não muito aclamado. Mas sempre poucas capas de jornal.
Zanetti é muito discreto. No futebol como fora dele. No entanto, os anos correm, os treinadores passam, os seleccionadores vão e vêm, dirigentes são eleitos, há revoluções no plantel. Zanetti fica.
No futebol actual não deve haver jogador com tantos kms nas pernas. O argentino conhece cada quadradinho de relva do Giuseppe Meazza. Na lateral-esquerda ou na lateral-direita quando estava na plenitude física. Hoje mais na zona central do meio-campo. No entanto algumas coisas não mudam há anos: a cultura táctica, a entrega ao jogo e às suas cores, a braçadeira de capitão. Se na Argentina, em favor de uma renovação, Maradona decidiu entregar o título a Javier Mascherano, no Inter o capitão ainda é Zanetti. O líder de balneário, a extensão de Mourinho em campo. Não é à toa que mesmo com 35 anos, é um dos jogadores mais utilizados do plantel.
Continuem a segui-lo porque ao contrário do título, nem Zanetti é intemporal. Contudo, o argentino é um dos grandes exemplos do futebol actual, e mais do que isso, uma das suas estrelas.

Um dos melhores golos de sempre

à(s) 15:07

terça-feira, 16 de dezembro de 2008


Aproveitando a boleia do Maisfutebol, deixo aqui aquele que considero um dos melhores golos de sempre. Uma extraordinária jogada colectiva da selecção Argentina, concluída com mestria por Cambiasso. Com uma oposição defensiva bastante activa e pressionante por parte da Sérvia, o que só valoriza toda a jogada.

Esta obra de arte foi construída contra a Sérvia, no Mundial 2006, onde a Argentina, pelo fantástico futebol que vinha a praticar, era considerada a grande candidata à conquista do ceptro, mas caiu cedo de mais, nas eliminatórias, aos pés da anfitriã Alemanha.