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O erro de Laporta

à(s) 02:09

segunda-feira, 20 de julho de 2009


Foi no início de Junho, já lá vai cerca de um mês e meio, que Joan Laporta, presidente do Barcelona, equipa que dizimou toda e qualquer concorrência na época passada, veio a público lançar as primeiras críticas à pretensa política do Real Madrid. Ainda não se adivinhavam os valores envolvidos nas contratações de Kaká, Ronaldo ou Benzema já Laporta se afirmara contra o regresso aos Galácticos, falando numa perspectiva de mercado.

A verdade é que ao longo deste período de tempo, as declarações do presidente do Barça sobre este assunto não foram escassas. A meu ver absolutamente desnecessárias, até porque quem partia estratosfericamente na frente seria a sua equipa, e quem teria de se preocupar seriam os madridistas e demais competidores dos culés. Na cabeça do máximo responsável catalão provavelmente assim não será, e após as inúmeras investidas a favor do equilíbrio financeiro do mercado, Laporta faz aquilo que considero ser um grande erro.
Percebo o seu incómodo pelos holofotes da pré-época estarem todos virados para Madrid, deixando Barcelona quase 'às moscas', algo impensável para quem ganhou (bem) tudo aquilo que havia para ganhar. Mas o presidente dos catalães deveria perceber que campeonatos não se vencem nesta altura do ano, e não devia tentar competir com o Real Madrid em algo que simplesmente não consegue. A política financeira e o impacto no mercado.

Tudo isto devido ao negócio cada vez mais iminente com o Inter. Para ter o impactante Zlatan Ibrahimovic no seu plantel, saem para o Inter (agora transformado pelo Barcelona num grande candidato à conquista da Liga dos Campeões) Samuel Etoo, Aleksandr Hleb e 40 milhões de euros, quantia que vai permitir a José Mourinho dar os últimos retoques ao seu plantel. Algo impensável para o português há um mês atrás, quando supostamente teria de fazer uma grande ginástica para montar uma equipa que lhe desse mais garantias que a anterior.
Simultaneamente, os de Milão perdem o fantástico Ibrahimovic, mas ganham Etoo que será à partida garantia de tantos ou mais golos que o sueco, e de superior trabalho de equipa, algo que encaixa muito bem na matriz dos interistas. Ganham Hleb, um médio ofensivo capaz de fazer ligação entre o meio campo e o ataque, algo que faltou tantas vezes a José Mourinho na época passada. E ganham ainda 40 milhões de euros, parte dos quais concerteza será investida no reforço criterioso de uma ou duas posições em falta.

O Barça, por sua vez, ao mesmo tempo que fortalece o Inter, perde 40 milhões de euros, perde o segundo melhor marcador do campeonato espanhol com uma marca superior a 30 golos. Perde o bielorusso Hleb, que obviamente não tendo lugar na equipa titular, foi sempre um jogador importante para determinados momentos. O que ganha? É verdade, chega Zlatan Ibrahimovic, jogador fantástico, capaz de decidir jogos, capaz de fazer coisas inimagináveis com Messi, Xavi ou Iniesta. Ganha no facto de Etoo, incompatibilizado com Guardiola, sair no seu último ano de contrato. Mas sem o camaronês faltará acredito, alguma objectividade ao último terço do futebol da equipa. E depois a já referida questão 'Inter'.
Não teria sido uma manobra mais produtiva ter contratado Villa ao Valência e ter deixado sair Etoo para os referidos pela imprensa como interessados no camaronês, Milan, Liverpool, United ou City? Questões que a época se encarregará de responder.

Nota: Este artigo está longe de pretender por em causa o valor de Ibrahimovic. O sueco será provavelmente o melhor avançado do mundo, ou no mínimo está no lote dos melhores juntamente com Villa, Torres, Etoo, Rooney, Adebayor, Benzema e Drogba. Sorte de quem o puder treinar. A questão, centra-se mais numa perspectiva de mercado, de adaptação às futuras equipas e no facto de a diferença entre Etoo e Ibrahimovic ser muito inferior à que este negócio faz transparecer.

Adriano, o Imperador

à(s) 02:08

segunda-feira, 27 de abril de 2009


O apelido já o acompanhará até ao fim da carreira, aconteça o que acontecer. Adriano é o Imperador porque domina. Mas esse domínio não é o domínio comum ao jogador 'normal', quando recebe a bola de um companheiro. O melhor Adriano era aquele que dominava a bola, a equipa, o adversário, o próprio jogo. Por isso o 'Imperador'.
O avançado brasileiro explodiu quando Ronaldo, 'o fenómeno', atravessava um período de menor fulgor. O futebol precisava de um novo monstro, se chegasse do Brasil melhor. Adriano justificava o epíteto e a expectativa. Chegado ao Inter, oriundo do seu Flamengo, com 19 anos e depois de uma grande época no 'Mengão', a sua primeira época na Europa foi difícil. Natural, porque o Calcio não será o melhor habitat para um jovem brasileiro explodir na sua primeira época europeia. Fiorentina primeiro, Parma depois acolheram Adriano e o que se viu foram golos e grandes exibições. O potencial tinha-se confirmado, o futebol do brasileiro precisava de se afirmar numa equipa de primeiríssima linha, o regresso ao Inter foi algo natural.

No regresso, as duas primeiras épocas no clube foram excelentes. Para sua infelicidade, Adriano encontrou um Internazionale transformado numa verdadeira sociedade das nações. E que qualitativamente não fazia jus à história do clube. Contudo, o brasileiro explanou o seu melhor futebol, tornando-se na estrela da equipa. Robustez física, fortíssimo em espaços reduzidos, uma técnica muito apurada e um remate destruidor com o pé esquerdo. A média de golos situava-se em números elevados, e a equipa girava muito à sua volta. Porque além de balançar as redes adversárias, o 10 era mestre em assistir para golo ou em segurar jogo, esperando pela subida dos companheiros.

2006 foi o ano negro, que representou a viragem entre o fantástico Adriano e aquele que só apareceu a espaços. A sua capacidade psicológica foi insuficiente para aguentar a trágica morte do pai. A péssima performance do Brasil no Mundial 2006 tornou-o num dos bodes expiatórios, por ser um dos jogadores em que os adeptos depositavam maiores esperanças. E o seu futebol atingiu um ocaso, o qual Roberto Mancini foi incapaz de ajudar a ultrapassar. A partir dessa época, o melhor Adriano pouco se viu. Pouquíssimos jogos em Itália, chegando aliás a ser emprestado ao São Paulo, numa metade de época sabática, quase em reabilitação, sem realizar qualquer jogo oficial. Em toda a carreira, foi na Selecção Brasileira que se deu melhor. No 'Escrete' conserva uma média de golos superior a meio por jogo. A explicação talvez seja simples, é no gramado brasileiro, rodeado de 'brincas na areia' por todos os lados, que o Imperador se sente mais perto da favela brasileira, do futebol de rua.

2008/2009 seria a época que todos esperavam como a do seu regresso à melhor forma. Ou não fosse treinado por José Mourinho. A verdade é que esta foi desde início uma relação complicada, com demasiados altos e baixos. O melhor Adriano viu-se pouco, e mesmo a capacidade técnica parece ter saído afectada pelo alheamento do jogo constante que o brasileiro demonstrava. Os mísseis saídos do pé esquerdo viram-se menos, por consequência os golos também.
O início de Abril foi fatídico no que diz respeito à sua carreira no Inter. A recusa em voltar a Itália, depois de um jogo da Selecção brasileira. A confirmação de que nem Mourinho tinha conseguido fazer o jogador reentrar nos eixos do total profissionalismo. E a rescisão de contrato no dia 24 de Abril. Uma perda imensa para o futebol europeu.

Adriano transportou para o discurso e para as atitudes, parte daquilo que o seu futebol tinha de melhor. A descontracção, alguma irresponsabilidade, o risco. O seu comportamento não se coaduna com o de um jogador profissional. Mas estou longe de o censurar. O brasileiro foi atrás da sua felicidade. E ela está na favela, no calor, no calção largo, na cerveja, no churrasco. E no meio de tudo isto, nas partidas de futebol profissional, algures nos campos brasileiros. Por isso não duvido que o melhor Adriano vai regressar. Seja no imediato no Brasil, ou futuramente, se sentir a falta de maior competitividade, num país mais latino como Espanha, quiçá Portugal.
A verdade é que em toda esta estória, há um lado positivo. Num futebol cada vez mais robotizado, numa indústria cada vez mais sedenta de ídolos, num mundo por vezes excessivamente competitivo e enganador, Adriano mostra a muitos jovens que a felicidade, a realização, podem estar noutro lado, numa outra forma. Porque existem cada vez mais miúdos perdidos por uma ilusão que não se tornou em tudo o que esperavam, que não conseguem alcançar. O futebol não é só os milhões, as capas de jornal e revistas, a fama, a exposição. Ele pode ser só um jogo de rua, um estado de descontracção. Adriano é a prova.

Mourinho cai, Jesualdo sorri

à(s) 04:10

quinta-feira, 12 de março de 2009


Em mais uma eliminatória da Liga dos Campeões que confirma as equipas inglesas como dominadoras no futebol europeu (passaram todas), e no último par de anos, a decadência das italianas (caíram todas), é de dois treinadores portugueses que vamos falar.

Jesualdo Ferreira conquistou uma passagem (para si) inédita, aos quartos de final da prova rainha do futebol. Absolutamente por mérito próprio. Se nas duas últimas épocas (principalmente contra o Schalke) a passagem tinha ficado perto, nesta, o Porto mostrou uma aprendizagem com os erros dos últimos dois anos, que lhe valeram a passagem. Frente a um, ofensivamente, excelente Atlético de Madrid, o Porto foi sempre superior ao longo dos 180 minutos. Mesmo que não tenha traduzido essa superioridade em golos, nunca a passagem esteve comprometida.
Depois, a equipa mostrou duas caras importantes nestas competições. Se na primeira mão, colocou sempre um ritmo alto, intenso e forte no jogo, chegando à baliza inúmeras vezes e desequilibrando não raras vezes o adversário, hoje, soube sempre controlar a partida, com a bola longe da sua baliza, ao mesmo tempo que, perigava a do adversário. Ou seja, uma equipa com 'perfume' em Madrid, cínica no Dragão. Nesta afirmação de qualidade em relação a outras épocas, um nome salta à vista: Cristian Rodriguez. E a capacidade com que dota a equipa, de variar entre o 4x3x3 e o 4x4x2, essencial na Europa.
Para os quartos de final, o Villarreal concerteza não sairá da cabeça dos dragões, como o adversário ideal. O submarino amarelo é claramente o parente pobre dos oito maiores da Europa, versão 2008/2009. Não sendo contudo um adversário fácil, ou não fosse actualmente o 4º classificado da Primeira Divisão Espanhola.

Mais a Norte, em Inglaterra, frente à actual melhor equipa do Mundo, e com um 0x0 trazido da primeira mão, que não daria conforto a nenhuma das equipas, o Inter, naturalmente que caiu. Mas caiu de pé, porque mesmo sendo inferior ao Manchester, conseguiu, em alguns momentos do jogo, por em sentido os ingleses, contando mesmo com duas bolas nos ferros (Ibrahimovic e Adriano).
Há já quem questione a continuidade de Mourinho à frente do Inter, no final da época. De facto Mancini deixou um legado de domínio interno. Pela falta de afirmação europeia do Inter, passou a sua saída e consequente contratação do treinador português. Contudo, há algumas coisas que se devem perceber.
Em primeiro lugar, relembrar que, mesmo não tirando mérito a Mancini, o sucesso do Inter começou a ser construído na sequência do Calciocaos. Com Juventus e Milan arredados da disputa. O panorama imposto a Mourinho é diferente. Chegou, é certo, a uma equipa campeã, mas com os principais adversários (Juventus e Milan) em trajectória ascendente.
E depois, o mais importante. Olhando para o plantel e para a equipa do Inter, facilmente se constata que aquela não é uma equipa à imagem de Mourinho. Desde a falta de pensadores no meio-campo, a toda a ala esquerda, e principalmente no centro da defesa, onde tem existido (por lesões e faltas de confiança), uma rotatividade quase suicida.
Por todas estas razões, não me parece que a continuidade do treinador deva sequer ser posta em causa. Mourinho ao seu estilo, não tem feito muitos amigos em Itália, tem criado inúmeras polémicas, mas a sua competência e o seu bom trabalho, num plantel envelhecido (Toldo, Cordoba, Samuel, Materazzi, Zanetti, Vieira, Figo, Cruz e Crespo acima dos 30 anos) e em termos qualitativos, demasiadamente curto, está à vista.
Em 2009/2010, com o rejuvenescimento anunciado do Milan, e a estabilização da Juventus, três épocas depois do regresso à Série A, o Calcio será provavelmente o mais apaixonante dos últimos anos. Mourinho concerteza estará à altura do desafio, e com os jogadores certos, poderá também atacar a Liga dos Campeões.

Uma final antecipada

à(s) 16:57

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009


É hoje. Quando as bolas do sorteio da Liga dos Campeões designaram em sorte o confronto entre Inter e Manchester Utd, o mundo do futebol entrou numa contagem decrescente para este dia. O dia em que se confrontam, primeiramente no Giuseppe Meazza, os dois melhores treinadores das suas gerações, juntando mais um capítulo a um 'duelo' onde Mourinho tem levado a melhor. No campo, defrontam-se Ronaldo e Ibrahimovic, que juntamente com Messi, Gerrard e Ronaldinho formam o quinteto de luxo dos que mais gosto de ver jogar.

Digam o que disserem esta é uma final antecipada. O Barcelona ficou desta vez de fora, porque em campo só cabem duas equipas. O futebol é pródigo em surpresas, mas não estarei longe da verdade se disser que o vencedor deste duelo tem grandes probabilidades de jogar com os culés, se não antes, na final. E só lamento que um destes gigantes tenha de ficar de fora tão cedo.
Provavelmente dir-me-ão que o Inter não pratica um futebol espectacular, nem sequer fez uma boa fase de grupos. É de facto verdade. Mas não tenho qualquer dúvida que a equipa de Mourinho se agiganta neste tipo de confrontos. Onde o seu cariz motivacional é de forma mestra, canalizado pelo treinador português. E depois não esquecer duas coisas: a primeira, o meio-campo do Inter, constituído por Zanetti, Cambiasso, Muntari e Stankovic, tendencialmente controlador, algo muito importante nestas competições. E depois, é indesmentível quando se afirma que as equipas de Mourinho estão sempre um passo mais perto da vitória que o adversário.
Mas do outro lado está o Manchester Utd. Esta época tem-se falado muito, e bem, no Barcelona. No entanto, continuo a considerar os reds, a melhor equipa da actualidade. Por duas razões: consegue estar praticamente ao nível do Barcelona em espectacularidade, consegue estar praticamente ao nível do Inter em termos de controlo do jogo. É uma equipa que consegue apresentar duas faces distintas, sem nunca perder a sua matriz. Completíssimos a todos os níveis. Hoje veremos um Manchester mais contido, não sei se com Giggs até no lugar habitual de Berbatov. Em Old Trafford veremos uma equipa avassaladora. Este é o seu equilíbrio quase perfeito.

Também por isso, dou ligeira vantagem à equipa de Alex Ferguson. Mas hoje não há Vidic. E Evans está debilitado fisicamente. Deve aparecer O'Shea ao lado de Ferdinand. O que frente a Ibrahimovic e Adriano pode ser complicado. De uma coisa não existem dúvidas: será um grande, grande jogo. Mesmo que em repetição, divirtam-se!

Quaresma de fora

à(s) 01:18

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009


Soube-se hoje, pela boca do próprio José Mourinho, que Quaresma, Balotelli e Crespo ficam de fora da lista do Inter para a Liga dos Campeões.
Em relação a Crespo percebe-se a opção porque Ibrahimovic e Adriano são melhores jogadores e Júlio Cruz garante uma melhor média de golos por tempo de utilização. De Balotelli nada de surpreendente, pelo seu histórico disciplinar recente.

Perceber a ausência de Quaresma já é mais difícil. O 'ciganito' foi uma escolha de Mourinho e passa por uma crise de confiança. Que, obviamente, se agudizará ainda mais depois desta opção. Quando olhamos para os escolhidos de Mourinho vemos 6 defesas centrais: Rivas e Burdisso, Materazzi, Cordoba, Samuel e Chivu. Além de Santon que pode desempenhar a posição. O que me faz estranhar ainda mais a 'não-convocação' do português.

Daqui duas conclusões se podem tirar. A primeira, que a grande maioria dos centrais do Inter, além de fisicamente estarem ainda mais debilitados do que se previa, não têm definitivamente a confiança do Special One.
A segunda, que a equipa de Mourinho irá manter o registo acizentado a que nos tem habituado nesta época. Compacto, sólido, meio-campo forte e reforçado na zona central. Quase exclusivamente com Maicon, e pontualmente com Mancini, para jogar pelas alas.
Dia 24 de Fevereiro, quando o Manchester Utd visitar o Giuseppe Meazza, vamos perceber melhor o sucesso desta opção, numa equipa e num plantel que definitivamente ainda não são 'a cara' do seu treinador.

Falta um pensador a Mourinho

à(s) 19:32

domingo, 18 de janeiro de 2009


Aqueles que conhecem bem o trajecto de Mourinho, terão (como eu), dito que para uma equipa treinada pelo português, ter 6 pontos de vantagem sobre o segundo classificado na entrada do novo ano, seria uma vantagem praticamente inalcançável.

A verdade é que parece que nos enganamos. Caso a Juventus vença hoje no reduto da Lázio (o que também não é nada fácil), o Inter passará a ter apenas 1 ponto à maior sobre os comandados de Ranieri. Quando ainda falta muito campeonato.

Olhando rapidamente para a equipa de Mourinho, detectamos que algo não está totalmente à sua medida. Primeiramente, pela rotatividade imensa que tem feito no centro da defesa, onde praticamente não repete uma dupla de centrais. Se é verdade que no início da época esse facto se deveu a uma onda de lesões, actualmente já não será bem assim. Rivas, Burdisso, Materazzi, Samuel e Cordoba, não serão os defesas de sonho do português. Não referi Chivu propositadamente, porque me parece o preferido de Mourinho, além de o considerar o melhor. Apesar de o romeno ser também muitas vezes desviado para a esquerda ou para a zona central do meio campo.

Depois, no meio-campo, se é óbvio que Vieira já está muito longe do jogador que já foi, é Zaneti quem dita as leis, juntamente com Muntari, Cambiasso e Stankovic. Olhando para estes nomes, e para a sua colocação no terreno, e qualidades técnicas, facilmente constatamos que falta alguém que dê à equipa mais capacidade de ter a bola, que sirva melhor os avançados, que desequilibre. Um jogador à imagem de Deco, simultaneamente mágico e operário, elemento fundamental nos sucessos europeus do Porto de Mourinho. Um jogador que acredito terá faltado ao seu Chelsea para chegar mais longe na Liga dos Campeões, embora houvesse Lampard, jogador que também encaixaria como uma luva neste Inter.
A falta de imaginação do meio-campo agrava-se sobretudo quando vemos que Figo, principalmente após lesão prolongada, não tem ritmo nem intensidade para ser indiscutível na equipa. Apesar de se notar a diferença quando está em campo. A equipa pensa melhor, sente-se mais confortável, a bola chega à frente mais vezes com qualidade. Algo que Mancini e Quaresma deveriam providenciar, mas não o estão a conseguir. É aliás pelo seu baixo rendimento que Mourinho abandonou o 4x3x3 que pretenderia estabelecer, passando ao actual 4x4x2.

Com dois homens na frente, se o grandísismo Ibrahimovic é indiscutível, de Adriano, Cruz e Crespo já não se poderá dizer o mesmo. O primeiro porque tarda em encontrar-se psicologicamente, de forma a apresentar um rendimento constante, e os argentinos porque se encontram já na trajectória descendente das suas carreiras. Obinna, um jovem nigeriano, é um caso diferente. É um jogador explosivo, com muitas qualidades técnicas, mas que ainda precisa de aprendizagem para se afirmar num futebol como o Calcio.

Sabemos todos as condicionantes do mercado de Inverno, mas é indiscutível que o Inter necessita de um 'criativo' se pretender explorar todas as suas capacidades. Mourinho naturalmente que o saberá, assim como sabe que, se não o conseguir, a equipa terá muito mais dificuldades. Certo certo, é que estou convencido que para 2009/2010, vai haver uma forte mudança de rostos no Giuseppe Meazza.
Apesar de tudo, continuo a considerar o Inter o principal favorito à conquista do Scudetto, fazendo companhia às minhas apostas do top 5 dos campeonatos europeus (Barcelona, Bayern, Lyon e Manchester United). Também porque a Juventus ainda está em crescimento depois do ostracismo da segunda divisão, porque a Roma começou mortiferamente mal o campeonato, e porque esta é a segunda e última época de transição do Milan, para um regresso que adivinho fortíssimo, voltando ao que nos habituou.

Outra vez Ibrahimovic e o Inter destaca-se

à(s) 17:28

domingo, 14 de dezembro de 2008



Ibrahimovic já é um cliente habitual deste espaço. Hoje deixou mais um brilhante apontamento para os amantes do futebol. Num jogo contra o Chievo (último classificado), onde o Inter voltou a deixar um sinal preocupante. Os comandados de José Mourinho parecem por vezes deter um complexo de superioridade que os faz apanhar alguns sustos. Foi assim com a Reggina, com o Anorthosis, Panathinaikos, Lecce e agora Chievo.
Hoje, o Inter esteve a vencer por 2x0, mas permitiu o empate em menos de 20 minutos. Este facto obrigou Mourinho a lançar Crespo, Balotelli e Luís Figo, que diga-se foi juntamente com Ibrahimovic, o grande responsável pela vitória do clube milanês. O português parece estar a adquirir cada vez mais ritmo e confiança, e no tempo em que esteve em campo, formou uma ala direita muito forte com Maicon, criando sucessivos desequilíbrios.

Mais logo defrontam-se os segundos classificados, Juventus e Milan. O Inter tem actualmente 9 pontos de vantagem sobre estas duas equipas, e mais logo a candidatura de José Mourinho ao título sairá ainda mais reforçada. O português continua a dar cartas ao mais alto nível, num campeonato que este ano tem sido superior à história recente do Calcio, e onde se prevê uma luta intensa pelos lugares europeus.
Se Inter, Juventus e Milan irão certamente lutar pelo título (actualmente com mega-favoritismo para os primeiros), Napoles, Fiorentina, Génova, Lazio, Roma, Udinese e quiçá até Atalanta, Sampdoria e Palermo travarão uma disputa sem tréguas pelas posições cimeiras.

Jogos memoráveis

à(s) 18:00

sexta-feira, 14 de novembro de 2008



Um dos grandes jogos do século XXI! No eterno clássico de Milão, o Inter venceu em San Siro por 4x3, mas o Milan deu luta até ao fim.
Nota para os golaços de Stankovic e Ibrahimovic, e para o ambiente infernal nas bancadas. O Milan deu luta até ao fim, mas a vitória sorriu aos pupilos de Mancini.




Paralelamente, temos a reacção aos golos dos apaixonados comentadores do jogo. Para registar.