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Vendavais em Liverpool e Munique

à(s) 02:32

quarta-feira, 11 de março de 2009


No mágico Anfield Road, estiveram hoje duas equipas que contabilizam 14 (!!) Ligas dos Campeões. 5 para o Liverpool, 9 para o Real Madrid. Fosse o peso dos números e este confronto dar-se-ia apenas na final. Sendo nos oitavos de final, seria o Real Madrid o apurado.
Assim não foi. De facto, olhando para as últimas épocas, elevamos (ainda mais) o Liverpool ao estatuto de superpotência europeia e colocamos o Real Madrid num plano inferior, mais de consumo interno. Ou não tivessem os reds, desde 2003/2004 (ano do título do Porto), uma Liga dos Campeões, uma meia final e uma final. Por sua vez, o Real não ultrapassa os oitavos de final da prova, precisamente desde 2003/2004.

Depois da vitória por 1x0 conquistada no Bernabéu, o favoritismo certamente que era do Liverpool. Mas, conhecendo o valor da equipa de Juande Ramos, e a recuperação que tem encetado no campeonato espanhol, nas últimas jornadas, pensar-se-ia que se discutiria intensamente cada minuto da eliminatória. Nada mais errado. Empurrado pelos seus adeptos, tivemos um Liverpool demolidor desde o primeiro minuto, em cada metro quadrado de relva.

Assente no seu 4x2x3x1 europeu, com os intensíssimos Alonso e Mascherano a dominar o meio campo, e Gerrard, Kuyt e Babel atrás de Torres, os reds foram fantásticos. Alta rotação, trocas posicionais, intensidade, técnica, garra, tudo misturado com disciplina táctica. E a sociedade Gerrard e Torres a funcionar na perfeição. Quando Casillas não conseguiu salvar mais a sua equipa com defesas impossíveis, os golos chegaram. Primeiro Torres, depois Gerrard à meia hora, num penalty. Que sendo fantasma, colocou o marcador num 2x0 mais que justo. E a eliminatória nuns definitivos 3x0. O resto do jogo foi a gestão natural, e o aproveitar da superioridade táctica e psicológica.
O Real Madrid nunca conseguiu fazer o seu jogo. Além de o adversário nunca lhe ter permitido pensar o jogo, viveu numa anarquia táctica preocupante, especialmente à frente de Lassana e Gago. Robben, que seria à partida o principal desequilibrador, nunca se encontrou, Sneijder e Higuain idem, e Raul foi sempre um homem demasiado só.

Depois deste jogo algumas certezas. Mesmo que individualmente o Real em nada fique a dever ao Liverpool, os ingleses são muito mais fortes no seu conjunto. E sem dúvidas que nos quartos de final são um dos adversários que qualquer equipa quererá evitar. Ou não tivessem aquele que até hoje tem sido o melhor jogador da Liga dos Campeões: Steven Gerrard. 7 golos (é um médio) e futebol que nunca mais acaba.

Em Munique já aqui o disse, esperava um jogo de baixa rotação. Fiquei absolutamente surpreendido pela vontade, motivação e ambição do Bayern, que mesmo tendo a eliminatória completamente decidida a seu favor desde Alvalade, nunca desistiu de procurar um golo mais. Mentalidade alemã, de louvar.
No Sporting deve fazer-se uma reflexão. Em 5 jogos contra Bayern, Barcelona e Real Madrid (particular), a equipa de Alvalade marcou 6 golos e sofreu 25. No campeonato é a defesa menos batida. Isto deve dizer alguma coisa.
Além da qualidade táctica e individual, que está longe de reflectir a diferença de 11 golos, falta à equipa estofo, mentalidade e capacidade de motivação. Este complexo de inferioridade é muito da responsabilidade do treinador. Mas não só.
Contudo, ao contrário do que ainda se diz a quente, a demissão de Paulo Bento, não é de todo a melhor solução nesta altura. Ou não estivesse o Sporting com uma final para disputar e na luta pelo título de campeão.
A partir deste grande golpe, resta aos sportinguistas esperar que haja uma estrutura capaz de proteger o balneário, um treinador capaz de motivar e focar os pupilos, e uns jogadores merecedores de vestir a camisola do Sporting.

Di Maria? Não me parece

à(s) 19:16

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008


Já vem sido falado desde o Verão e nos últimos dias têm crescido os rumores de que o Real Madrid virá a Lisboa resgatar Angel Di Maria, internacional argentino do Benfica.

Diversas modalidades de negócio já foram sugeridas, desde a inclusão de jogadores, ao pagamento da claúsula de rescisão (30 milhões de €), valores um pouco abaixo (21 milhões), ou mais recentemente a hipótese de empréstimo com opção de compra.
Opiniões dos mais diversos quadrantes têm dito que este será um negócio da China para o Benfica. Não consigo concordar a 100%. Di Maria tem vindo a demonstrar pormenores deliciosos, quer no Benfica, quer na selecção argentina. Qualquer pessoa constata facilmente que Di Maria tem uma margem de progressão muito grande. Falta-lhe um pouco mais de constância exibicional, de melhor jogo em equipa, e muito importante, de perceber a sua verdadeira posição, se mais junto a uma ala, se mais nas costas dos avançados ou como homem livre na frente. Naturalmente que, na pele dos responsáveis do Benfica, não seria lógico recusar uma proposta acima de 20 milhões por um jogador habitualmente suplente e que chegou à Luz por 8 milhões. Mas penso que se tal não acontecer, Angelito tem capacidades para explodir a curto prazo, dando um importante retorno aos cofres do Benfica.

Depois, falar na perspectiva do Real Madrid. Obviamente que não tenho informação privilegiada e posso estar enganado. Mas não me parece que o clube espanhol esteja interessado em contar para já com o argentino. Para a ala esquerda os madrilenos contam com os holandeses Robben e Drenthe. O Real precisa de um extremo, sim, carência exponenciada após a saída de Robinho, mas um homem que jogue preferencialmente pela direita. Por isso Ashley Young, Milos Krasic, Aaron Lennon, Antonio Valencia e Jermaine Pennant serão alternativas mais credíveis. Embora, a propósito deste último (suplente no Liverpool), a imprensa inglesa tenha escrito nos últimos dias que preferiria Wigan e Stoke ao Real Madrid. A ser verdade, algo no mínimo curioso.

Importam-se de repetir?

à(s) 18:53

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008



Um dos melhores jogos dos últimos anos, em Camp Nou. Foi há cerca de ano e meio, e foi mais ou menos a partir daqui que Messi começou a atingir um nível altíssimo de forma constante, ele que antes aparecia de forma mais espaçada.
Este sábado ás 21h, era bonito se assistissemos a algo semelhante. E sou capaz de apostar que Juande Ramos não se importaria muito com o resultado. Ele que não vai contar com o melhor jogador de ontem frente ao Zenit, Arjen Robben, castigado.