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No mundo da Premier League

à(s) 18:25

domingo, 14 de dezembro de 2008


A 17ª jornada da Premier League (em Portugal vamos na 11ª...) parece ter deixado tudo na mesma. O big four empatou, ou seja é o mesmo que dizer que Liverpool, Chelsea, Manchester Utd e Arsenal, não conseguiram vencer os seus jogos. Mas por detrás destes quatro empates, há notas interessantes que ficaram.

Falando da primeira, arrisco-me a fazer uma previsão. O Manchester Utd vai revalidar o ceptro de Campeão Inglês. Essa minha convicção sai reforçada após esta última jornada, por uma razão simples: se Liverpool e Chelsea empataram em casa frente a Hull e West Ham respectivamente (duas equipas da classe média do campeonato), se o Arsenal apesar de jogar fora, também não conseguiu vencer o mediano Middlesbrough, o Manchester pode considerar o seu resultado positivo. Afinal, empatou no terreno do cada vez mais forte Tottenham a manteve distâncias. Está a 6 pontos do Liverpool e a 5 do Chelsea, contando contudo, com menos um jogo. No entanto, o leitor repare que, o clube de Ronaldo e Nani já fez todas as, em teoria, deslocações mais complicadas. Já saiu para jogar contra Liverpool, Arsenal, Chelsea, Aston Villa, Everton, Manchester City, Tottenham e Portsmouth (quando Redknapp ainda dava cartas no clube, internamente). Além de que, mantém uma enorme consistência defensiva e no meio campo vê Paul Scholes regressar após lesão. Indiscutivelmente são bons sinais, de alento e motivação. Apesar da imprevisibilidade da Premier League.

A segunda nota, é em relação ao Chelsea. Os comandados de Scolari, voltaram a desperdiçar mais uma oportunidade de ultrapassarem o Liverpool e assumirem isolados o comando da classificação. Sempre em jogos caseiros, o que de alguma forma indica que desta vez Scolari parece não estar a ter a sua habitual, grande influência mental, sobre os seus pupilos.
Penso que existe, para além deste factor, uma questão táctica para o que se tem verificado. Em Stanford Bridge, perante equipas demasiadamente fechadas, a opção por Ballack em detrimento de Malouda ou Kalou, retira amplitude de movimentos ofensivos à equipa, até porque as zonas laterais do campo são principalmente ocupadas apenas por dois homens, Ashley Cole e Bosingwa. Assim, sendo, o jogo central, com Mikel, Ballack, Lampard e Deco fica demasiado mastigado. Se é certo que Malouda nunca atingiu no Chelsea os níveis evidenciados no Lyon, e se Kalou ainda é de certa forma, um jogador ingénuo, penso que neste tipo de jogos, são ambos mais úteis que o alemão.

A terceira nota, tem a ver com o assumir (dentro do campo) do Aston Villa, comandado por Ashley Young e Gabbi Agbonlahor, de uma candidatura à Liga dos Campeões. Em prejuízo do Arsenal, que terá forçosamente que melhorar os seus níveis actuais. Pela cauda da tabela, WBA e Blackburn não conseguem disfarçar o seu mau momento, e são cada vez mais fortes candidatos à descida. Tudo isto numa altura em que se aproxima uma fase onde muito se encaminha para as decisões finais - o Natal.

Uma das boas equipas inglesas

à(s) 20:00

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Quem não estiver tão atento à Premier League e passar os olhos na tabela classificativa, é capaz de ter uma surpresa. Em 5º lugar, a apenas um ponto do Arsenal e a dois do Manchester United, aparece a equipa actualmente mais representativa de Birmingham: o Aston Villa. Desde a chegada de Martin O'Neill, o Villa tem contado com a permanente irregularidade do Tottenham, para em conjunto com o Everton, disputar o lugar de quinto grande em Inglaterra. Pelo menos enquanto o Manchester City não explode.

O irlandês, trouxe ao Aston Villa a tendência que tem chegado nos últimos anos à Premier League (ou pelo menos aos clubes do topo). A europeização do seu futebol, e uma argúcia táctica que não se via antes. Apesar de não ter a capacidade financeira de clubes como os de Manchester ou o Chelsea, as contratações efectuadas têm sido, regra geral, muito bem conseguidas. Por exemplo, Ashley Young, actualmente e a par de Theo Walcott, o melhor extremo inglês. Após uma grande época em 2006/2007, ao serviço do na altura recém promovido Watford, Young captou as atenções de Martin O'Neill que viu nele um complemento muito importante para o esquema que queria implantar na equipa, tornando-o hoje, provavelmente no seu jogador com maior expressão.

O sistema do Villa assenta preferencialmente num 4x3x3, muito talhado para o contra-ataque. Na baliza, com a saída do prometedor Scott Carson para o WBA, chegou o norte-americano e veterano de Premier League, Brad Friedel, que transmite a confiança necessária ao quarteto defensivo. É precisamente na defesa que O'Neill tem tido mais dúvidas. Habitualmente o quarteto defensivo é constituído por Luke Young à direita e por Nicky Shorey (mais ofensivo) no flanco esquerdo. No centro, o indiscutível e patrão do sector Martin Laursen faz-se acompanhar do promissor Curtis Davies. No entanto, quando O'Neill opta por Cuellar para jogar no centro, assiste-se a uma espécie de revolução: Young passa para a esquerda, Davies para a direita, e Shorey sai da equipa. Em jogos com grau de dificuldade mais elevado.
No meio campo, Reo Coker, jovem esperança inglesa é o tampão, o homem mais recuado. Ladeado pelo grande capitão e exímio marcador de bolas paradas Gareth Barry e pelo búlgaro Petrov (não confundir com o extremo do City). Steve Sidwell, ex-Chelsea tem vindo a ganhar preponderância na equipa, e muito em breve, deve tornar-se num titular indiscutível.
No ataque o norueguês John Carew é a referência da equipa. Em torno dela, movem-se os muito rápidos e excelentes jogadores, Ashley Young e Gabriel Agbonlahor. Aliás, a lesão actual de Carew fez deslocar Agbonlahor para o centro, entrando James Milner na equipa. Também por isso, o Villa tem feito menos golos. Mas continua na senda dos bons resultados.

Na Velha Albion, pátria do futebol, onde se respira o verdadeiro espectáculo (dentro e fora das quatro linhas), o Aston Villa é uma das melhores equipas para seguir.