Mostrar mensagens com a etiqueta Leixões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Leixões. Mostrar todas as mensagens

O Leixões de Mota

à(s) 18:50

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Foto Reuters

O Leixões, quarto classificado é o próximo clube a fazer parte deste espaço de análise. Análise esse que já tinha sido feita no Futebol Total, e que não irá fugir muito ao que já aqui escrevi.

Obviamente que o Leixões tem todos os problemas inerentes às equipas mais pequenas, e também em virtude do sofrimento da época passada para evitar a despromoção, o seu feito merece mais destaque. E mesmo porque perdeu Jorge Gonçalves (que agora pode regressar) para o Santander no último dia do mercado de transferências.
Para superar tudo isso, tem contado com uma dupla muito importante. Vitor Oliveira e José Mota. O primeiro, homem da casa, desempenha agora a função de director desportivo. E bem, porque ao parece, as contratações não obedeceram a "interesses empresariais", antes aos interesses da equipa, em consonância com o treinador José Mota. Acredito que esteja aí também um dos segredos do sucesso. Até porque se vê que a equipa em geral e os jogadores em particular, interpretam muito bem as instruções do treinador e as exigências do sistema.

Dizem que o Leixões assenta num 4x4x2 losango. Apesar de concordar, acho a premissa incompleta. O Leixões varia entre o 4x4x2 losango e o 4x3x3. Para essas variações, conta com um jogador chave, que para além de ser muito forte tecnicamente, interpreta os aspectos e as exigências tácticas do jogo como ninguém: Wesley.
Na baliza está Beto, que depois da época passada ser a da afirmação, encontra-se agora seguramente no Top-5 entre os guarda-redes da Liga. O quarteto defensivo é constituído habitualmente por Laranjeiro (ex-capitão da U.Leiria) à esquerda, que sobe mais, Vasco Fernandes (bastante maduro depois da sua passagem por Espanha) mais posicional à direita, e pelos fortes Elvis e Joel no eixo.
À frente da defesa o capitão Bruno China, o ladrão de bolas tradicional, o portador da alma leixonense. Ladeado por dois homens: à direita Roberto, vindo do Celta de Vigo, um suporte muito importante, a âncora táctica da equipa. À esquerda Hugo Morais, esquerdino, a bola habitualmente passa por ele para as transições rápidas.
Nas alas habitualmente Diogo Valente ocupa a faixa esquerda e à direita, Braga - vindo da 2ª divisão (Leça) e transformando-se na principal revelação do clube, pelos golos importantes que marcou e pelo bom futebol que joga. Em alternativa, Zé Manuel e Marques são sempre armas importantes para sairem do banco. Mais no meio, o mágico de Matosinhos, o brasileiro Wesley. Por aquilo que demonstra desde que está em Portugal, estranha-se um pouco não ter atingido ainda outros voos, mas enquanto isso não acontece, é no Leixões que explana o seu futebol, os seus golos.

O jovem brasileiro Chumbinho, agora que viu a sua inscrição regularizada, pode finalmente confirmar as qualidades técnicas com que vem rotulado, e já tem dado um ar da sua graça. Será o substituto natural caso Wesley saia. Em alternativa, mas moldando a equipa num 4x3x3 mais fixo, José Mota pode optar pelo goleador Roberto, desde que este recupere totalmente da lesão.
Nuno Silva no centro da defesa, Castanheira para ocupar um dos lugares do trio de meio campo e Serginho Baiano (embora não esteja o jogador de antes) mais para a frente são também opções consideráveis.

O Leixões, que actualmente se encontra a dois pontos da liderança, não será certamente o campeão nacional, mas, pelo que demonstrou, tem mais do que capacidade para fazer um excelente campeonato e terminar nos lugares europeus. Mesmo que a concorrência com Braga, Nacional, Marítimo e Vitória de Guimarães não vá ser fácil. As gentes de Matosinhos, os seus adeptos - dos mais fiéis de Portugal, merecem tudo isso.

Pela Taça de Portugal..

à(s) 17:02

domingo, 14 de dezembro de 2008

Com o Sporting já eliminado, esta eliminatória da Taça tinha como principal foco de interesse, o jogo grande entre os dois primeiros classificados do campeonato principal. E ao contrário do que muitos previam, o jogo não foi particularmente bem jogado, por diversas razões. Primeiro pelo estado do terreno e condições atmosféricas envolventes. E depois, porque tratando-se de um jogo a eliminar, entre duas equipas que neste início de época têm tido uma performance equilibrada, a dimensão física e intensidade da partida seriam, e foram, sempre o principal prato forte.
O Benfica esteve neste jogo, melhor do que na partida anterior frente ao Leixões. Provavelmente entendeu melhor a partida, com mais pragmatismo, arregaçou as mangas e foi à luta. Luta essa onde encontrou um adversário que apesar de ter perdido a liderança, continua motivadíssimo.

Pode dizer-se que o Leixões manteve o mesmo modelo de jogo, sempre com as linhas bastante juntas, habitualmente baixas, tentando aproveitar transições ofensivas rápidas. O meio-campo forte e combativo de três homens (China, Morais e Roberto) contou ontem com um auxílio mais frequente do que o habitual, de Wesley. Foi talvez a única e ligeira nuance apresentanda por José Mota.
O Benfica com estes jogadores teve dificuldade em contrariar (ofensivamente) a estratégia do Leixões. Se por um lado Suazo não tinha grande espaço para as suas arrancadas nas costas da defesa, também Aimar nunca conseguiu encontrar espaço (algures entre os centrais e o forte meio-campo leixonense) para soltar o seu jogo. Reyes esteve sempre fortemente vigiado por Vasco Fernandes, que contava com o precioso auxílio de Roberto. Assim, o Benfica raramente conseguiu criar jogadas envolventes, de perigo.
Tal como o Leixões aliás, levando estes factores a que o jogo fosse sempre disputado mais sobre a zona central do campo, restrigindo o jogo nas áreas a dois ou três lances. Todas as condicionantes que falei anteriormente, aliadas ao respeito mútuo entre as duas equipas, levou a que a partida se desenrolasse desta forma.
No final, sorriu o Leixões, porque foi mais feliz nas sempre imprevisíveis grandes penalidades.

Em Cinfães, ambiente de taça. Jogo ao Sábado à tarde, bancadas cheias, público entusiasta. E óptima réplica do Cinfães, até que o segundo golo do Porto (imediatamente após o golo do empate dos homens da casa) deitou por terra as aspirações dos homens da terceira divisão. Deste jogo ficam apesar de tudo, algumas notas. Mais uma pista de que Guarín é um bom reforço para o Porto, outra de que Candeias talvez mereça mais oportunidades, e mais golo de Farias, que apesar de não ser bem-amado pelos portistas mantém uma média de golos muito interessante.

Nos outros jogos e até esta hora, nota para a passagem do Valdevez (após eliminar o Santa Clara). Estrela da Amadora, Belenenses (venceu um jogo muito difícil em Olhão), Naval e Nacional, fazem companhia ao Porto e ao Leixões na próxima eliminatória.

Super Leixões

à(s) 21:30

segunda-feira, 17 de novembro de 2008


Provavelmente ninguém diria, nem mesmo os responsáveis e adeptos do Leixões, mas a verdade é que à 8ª jornada da Liga Sagres, os bebés de Matosinhos são líderes isolados, quando já jogaram com os três grandes, dois deles fora de casa.
Outro dado que merece destaque, e que não tem sido mencionado, é o facto de o Leixões ter perdido para o Racing de Santander no último dia do mercado, o seu melhor jogador da época passada - Jorge Gonçalves.

Obviamente que o Leixões tem todos os problemas inerentes às equipas mais pequenas, e também em virtude do sofrimento da época passada para evitar a despromoção, o seu feito merece mais destaque.
Para superar tudo isso, tem contado com uma dupla muito importante. Vitor Oliveira e José Mota. O primeiro, homem da casa, desempenha agora a função de director desportivo. E bem, porque ao parece, as contratações não obedeceram a "interesses empresariais", antes aos interesses da equipa, em consonância com o treinador José Mota. Acredito que esteja aí também um dos segredos do sucesso. Até porque se vê que a equipa em geral e os jogadores em particular, interpretam muito bem as instruções do treinador e as exigências do sistema.

Dizem que o Leixões assenta num 4x4x2 losango. Apesar de concordar, acho a premissa incompleta. O Leixões varia entre o 4x4x2 losango e o 4x3x3. Para essas variações, conta com um jogador chave, que para além de ser muito forte tecnicamente, interpreta os aspectos e as exigências tácticas do jogo como ninguém: Wesley.
Na baliza está Beto, que depois da época passada ser a da afirmação, encontra-se agora seguramente no Top-5 entre os guarda-redes da Liga. O quarteto defensivo é constituído habitualmente por Laranjeiro (ex-capitão da U.Leiria) à esquerda, Vasco Fernandes (bastante maduro depois da sua passagem por Espanha) à direita, e pelos fortes Elvis e Joel no eixo. À frente da defesa o capitão Bruno China, o ladrão de bolas tradicional, o portador da alma leixonense. Ladeado por dois homens: à direita Roberto, vindo do Celta de Vigo, um suporte muito importante, a âncora táctica da equipa. À esquerda Hugo Morais, esquerdino, a bola habitualmente passa por ele para as transições rápidas. Nas alas habitualmente Diogo Valente ocupa a faixa esquerda e à direita, Braga - vindo da 2ª divisão (Leça) e transformando-se na principal revelação do clube, pelos golos importantes que marcou e pelo bom futebol que joga. Em alternativa, Zé Manuel e Marques são sempre armas importantes para sairem do banco. Mais no meio, o mágico de Matosinhos, o brasileiro Wesley. Por aquilo que demonstra desde que está em Portugal, estranha-se um pouco não ter atingido ainda outros voos, mas enquanto isso não acontece, é no Leixões que explana o seu futebol, os seus golos.

O Leixões não será certamente o campeão nacional, mas, pelo que demonstrou, tem mais do que capacidade para fazer um excelente campeonato e terminar nos lugares europeus. As gentes de Matosinhos, os seus adeptos - dos mais fiéis de Portugal, merecem tudo isso.