Provavelmente ninguém diria, nem mesmo os responsáveis e adeptos do Leixões, mas a verdade é que à 8ª jornada da Liga Sagres, os bebés de Matosinhos são líderes isolados, quando já jogaram com os três grandes, dois deles fora de casa.
Outro dado que merece destaque, e que não tem sido mencionado, é o facto de o Leixões ter perdido para o Racing de Santander no último dia do mercado, o seu melhor jogador da época passada - Jorge Gonçalves.
Obviamente que o Leixões tem todos os problemas inerentes às equipas mais pequenas, e também em virtude do sofrimento da época passada para evitar a despromoção, o seu feito merece mais destaque.
Para superar tudo isso, tem contado com uma dupla muito importante. Vitor Oliveira e José Mota. O primeiro, homem da casa, desempenha agora a função de director desportivo. E bem, porque ao parece, as contratações não obedeceram a "interesses empresariais", antes aos interesses da equipa, em consonância com o treinador José Mota. Acredito que esteja aí também um dos segredos do sucesso. Até porque se vê que a equipa em geral e os jogadores em particular, interpretam muito bem as instruções do treinador e as exigências do sistema.
Dizem que o Leixões assenta num 4x4x2 losango. Apesar de concordar, acho a premissa incompleta. O Leixões varia entre o 4x4x2 losango e o 4x3x3. Para essas variações, conta com um jogador chave, que para além de ser muito forte tecnicamente, interpreta os aspectos e as exigências tácticas do jogo como ninguém: Wesley.
Na baliza está Beto, que depois da época passada ser a da afirmação, encontra-se agora seguramente no Top-5 entre os guarda-redes da Liga. O quarteto defensivo é constituído habitualmente por Laranjeiro (ex-capitão da U.Leiria) à esquerda, Vasco Fernandes (bastante maduro depois da sua passagem por Espanha) à direita, e pelos fortes Elvis e Joel no eixo. À frente da defesa o capitão Bruno China, o ladrão de bolas tradicional, o portador da alma leixonense. Ladeado por dois homens: à direita Roberto, vindo do Celta de Vigo, um suporte muito importante, a âncora táctica da equipa. À esquerda Hugo Morais, esquerdino, a bola habitualmente passa por ele para as transições rápidas. Nas alas habitualmente Diogo Valente ocupa a faixa esquerda e à direita, Braga - vindo da 2ª divisão (Leça) e transformando-se na principal revelação do clube, pelos golos importantes que marcou e pelo bom futebol que joga. Em alternativa, Zé Manuel e Marques são sempre armas importantes para sairem do banco. Mais no meio, o mágico de Matosinhos, o brasileiro Wesley. Por aquilo que demonstra desde que está em Portugal, estranha-se um pouco não ter atingido ainda outros voos, mas enquanto isso não acontece, é no Leixões que explana o seu futebol, os seus golos.
O Leixões não será certamente o campeão nacional, mas, pelo que demonstrou, tem mais do que capacidade para fazer um excelente campeonato e terminar nos lugares europeus. As gentes de Matosinhos, os seus adeptos - dos mais fiéis de Portugal, merecem tudo isso.
Outro dado que merece destaque, e que não tem sido mencionado, é o facto de o Leixões ter perdido para o Racing de Santander no último dia do mercado, o seu melhor jogador da época passada - Jorge Gonçalves.
Obviamente que o Leixões tem todos os problemas inerentes às equipas mais pequenas, e também em virtude do sofrimento da época passada para evitar a despromoção, o seu feito merece mais destaque.
Para superar tudo isso, tem contado com uma dupla muito importante. Vitor Oliveira e José Mota. O primeiro, homem da casa, desempenha agora a função de director desportivo. E bem, porque ao parece, as contratações não obedeceram a "interesses empresariais", antes aos interesses da equipa, em consonância com o treinador José Mota. Acredito que esteja aí também um dos segredos do sucesso. Até porque se vê que a equipa em geral e os jogadores em particular, interpretam muito bem as instruções do treinador e as exigências do sistema.
Dizem que o Leixões assenta num 4x4x2 losango. Apesar de concordar, acho a premissa incompleta. O Leixões varia entre o 4x4x2 losango e o 4x3x3. Para essas variações, conta com um jogador chave, que para além de ser muito forte tecnicamente, interpreta os aspectos e as exigências tácticas do jogo como ninguém: Wesley.
Na baliza está Beto, que depois da época passada ser a da afirmação, encontra-se agora seguramente no Top-5 entre os guarda-redes da Liga. O quarteto defensivo é constituído habitualmente por Laranjeiro (ex-capitão da U.Leiria) à esquerda, Vasco Fernandes (bastante maduro depois da sua passagem por Espanha) à direita, e pelos fortes Elvis e Joel no eixo. À frente da defesa o capitão Bruno China, o ladrão de bolas tradicional, o portador da alma leixonense. Ladeado por dois homens: à direita Roberto, vindo do Celta de Vigo, um suporte muito importante, a âncora táctica da equipa. À esquerda Hugo Morais, esquerdino, a bola habitualmente passa por ele para as transições rápidas. Nas alas habitualmente Diogo Valente ocupa a faixa esquerda e à direita, Braga - vindo da 2ª divisão (Leça) e transformando-se na principal revelação do clube, pelos golos importantes que marcou e pelo bom futebol que joga. Em alternativa, Zé Manuel e Marques são sempre armas importantes para sairem do banco. Mais no meio, o mágico de Matosinhos, o brasileiro Wesley. Por aquilo que demonstra desde que está em Portugal, estranha-se um pouco não ter atingido ainda outros voos, mas enquanto isso não acontece, é no Leixões que explana o seu futebol, os seus golos.
O Leixões não será certamente o campeão nacional, mas, pelo que demonstrou, tem mais do que capacidade para fazer um excelente campeonato e terminar nos lugares europeus. As gentes de Matosinhos, os seus adeptos - dos mais fiéis de Portugal, merecem tudo isso.


5 comentários:
Vasco Fernandes (bastante maduro depois da sua passagem por Itália)... Itália? Itália? Foi lá de férias? Ou para as competições europeias?
Caro "anónimo" .... obrigado pela correcção! valha-nos a vossa sabedoria e atenção..
E a bela da ironia, sempre um acrescento interessante...
A ver vamos se esta equipa não é «desmontada» em Janeiro. É certo que se o for, o Leixões terá garantida a manutenção, mas se mantiver este grupo pode muito bem chegar à europa.
http://chutodeletra.blogspot.com/
Carlos, exacto, neste momento essa questão já se começa a por..
Resta saber, se pesados os pratos da balança, qual das opções será mais rentável desportiva e financeiramente.
Certo é que os nomes de Beto, Braga, Bruno China e Wesley já circulam por diversos blocos de notas.
Mas brevemente vai começar a circular também o nome de Chumbinho, porque o rapaz já foi autorizado a jogar. Foi pena, porque se começasse a jogar só em Janeiro talvez fizesse o resto da época no Leixões.
De resto, já vi em diversos locais que estão a dar o Joel como titular, mas atenção porque a dupla de centrais titular são o Elvis e o Nuno Silva, uma dupla que já joga junta há três épocas. Esta é também a terceira época do Beto no Clube, bem como do Hugo Morais; o Bruno China já está na primeira equipa do Leixões há meia dúzia de anos. O Diogo Valente, o Marques, o Nwoko e o Castanheira já vêm da época passada. E outros, que de momento não recordo. É assim que se faz uma equipa: com estabilidade. Ah, esquecia-me do Roberto, que há dois anos foi o melhor marcador da II Liga e que parece ter perdido a titularidade. Mas o que tem impressionado mais no Leixões é a atitude: a equipa dá tudo o que tem em todos os jogos. Não lhe peçam para dar mais, porque não tem. Mas se conseguir manter esta atitude até ao fim, irá longe.
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